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SÃO PAULO – A safra brasileira de café em 2016 incluindo as espécies arábica e conillon deve ficar entre 49,13 e 51,94 milhões de sacas de 60 kg, de acordo com a primeira estimativa do ano divulgada hoje (20), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se confirmados os números, essa será a segunda maior safra da história.
A previsão indica um acréscimo de 13,6% a 20,1% em relação à produção de 43,24 milhões de sacas obtidas em 2015. Segundo a Conab, a característica dessa cultura faz com que a planta obtenha melhores rendimentos em anos alternados, especialmente o café arábica, e independe de tratamento do solo ou de outras ações tecnológicas.
Para o café arábica, é estimada uma produção entre 17,8% a 24,4% com uma colheita que deve ficar entre 37,74 e 39,87 milhões de sacas. O resultado positivo se deve ao aumento de 67,6 mil hectares da área em produção, à incorporação de novas áreas que se encontravam em formação e renovação e às condições climáticas mais favoráveis. A safra de conilon pode crescer entre 1% e 8%, chegando a 12,08 milhões de sacas.
Área plantada
A área total plantada no país com café chegou a 2,25 milhões de hectares, praticamente a mesma cultivada em 2015. A área plantada do café arábica soma 1,78 milhão de ha, o que corresponde a 79,2% da área existente com lavouras de café. Para a nova safra, estima-se um crescimento de 0,8% (13,4 mil ha). Para o café conilon, o levantamento indica redução de 2,9% na área estimada em 468,2 mil ha.
Produtividade
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Segundo a estimativa da Conab a produtividade deve ficar entre 24,84 e 26,27 sacas por ha, equivalendo a um ganho de 10,4% a 16,8%, em relação à safra passada. Com exceção de Paraná, Rondônia e região da Zona da Mata mineira, todos os demais estados apresentam crescimento de produtividade. Os motivos são as condições climáticas mais favoráveis nas principais regiões produtoras de arábica, aliadas ao ciclo de bienalidade positiva. Os maiores ganhos são observados na região do Triângulo Mineiro, em São Paulo e no sul/centro-oeste mineiro.