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PEQUIM – A produção chinesa de aço e o processamento de petróleo recuaram inesperadamente em março ante o mês anterior, com uma fraca produção energética e pouco apetite por petróleo gerando temores de que a recuperação da demanda seja menos vigorosa que o esperado.
Grandes estoques de cobre e carvão detidos por traders, além de enormes estoques de aço nas siderúrgicas, também levaram os analistas a advertir que a oferta de importantes commodities pode ultrapassar a demanda, e com isso restringir o apetite chinês por importação pelos próximos meses.
Os números fracos sobre a produção das commodities vieram à medida que dados mais amplos mostraram que a recuperação econômica da China desacelerou no primeiro trimestre de 2013, com o ritmo de crescimento anual recuando novamente para 7,7 por cento ante o ritmo de 7,9 por cento definido no último trimestre do ano passado.
Outros dados divulgados juntamente com o PIB mostraram que a produção industrial cresceu 8,9 por cento em março em relação ao ano anterior, abaixo das expectativas de 10 por cento, vistas em uma pesquisa da Reuters.
“Em relação ao aço, não há dúvidas de que a demanda aumentou nas últimas semanas, mas a principal questão agora é se a recuperação pode esvaziar os estoques de aço com rapidez o suficiente para evitar que haja um grande excesso no final do ciclo de demanda”, disse David Berman, trader de swaps de minério de ferro na Swiss Singapore.
A China produziu 2,14 milhões de toneladas de aço bruto por dia em março, uma queda de 3,2 por cento em relação ao mês anterior, com as siderúrgicas ainda cautelosas sobre as perspectivas de uma recuperação sazonal da demanda, mostraram dados da agência de estatística do país, nesta segunda-feira.
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Apesar disso, o volume total de produção foi 6,6 por cento maior do que o apurado no mesmo período do ano passado, informou a agência, mas a demanda manteve-se relativamente fraca, com os estoques dos produtos subindo para níveis recordes em março.
Os decepcionantes números de produção, que também mostraram que a demanda da China por petróleo recuou para seu menor nível em sete meses, levaram a uma ampla liquidação de ativos de risco, com os futuros do aço em Xangai recuando mais de 3 por cento e o Brent perdendo mais de 2 dólares para atingir uma nova mínima de 9 meses.
A China deve divulgar seus dados sobre produção de metais básicos na terça-feira.
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Números fracos
A geração de energia na China em março subiu 2,1 por cento ante o ano anterior, informou a agência nacional de estatísticas nesta segunda-feira, marcando o crescimento mais fraco em seis meses, em meio a um ritmo lento na atividade industrial.
A fraca demanda por energia dos consumidores da indústria, que representa quase 90 por cento do consumo total da energia na China, já atingiu os preços domésticos do carvão e levaram a uma alta nos estoques nos portos e nas usinas de energia.
A demanda implícita por petróleo no segundo maior consumidor mundial de petróleo aumentou em 3 por cento em março em relação ao ano anterior, mas ficou em seu nível mais baixo desde agosto de 2012, a cerca de 9,72 milhões de barris por dia, segundo cálculos da Reuters.
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A queda na demanda por petróleo veio num momento em que as refinarias reduziram seu processamento de petróleo e elevaram fortemente suas exportações de combustíveis –diesel, em especial– em março e abril a fim de reduzir seus enormes estoques.
O processamento de petróleo caiu em março 2,3 por cento em relação ao mês anterior, para 40,83 milhões de toneladas, ou cerca de 9,61 milhões de barris por dia.