Procurando maior liberdade de custos, SEC pode liberar posição de vendido nos EUA

Jornais citam possíveis mudanças que poderão ocorrer na agência, segundo palavras da chairwoman e de fonte não identificada

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SÃO PAULO – A SEC (Securities and Exchange Commission) poderá em breve se autofinanciar com maior autonomia, defendeu a líder da instituição, Mary Schapiro, em entrevista a jornais estrangeiros na última quarta-feira (5).

Segundo argumentou a chairwoman, a agência reguladora defende a criação de um novo sistema administrativo, que garantirá maior autonomia no manuseio dos seus gastos, sem exigir que eles sejam previamente aprovados no Congresso dos EUA.

Apesar de conseguir levantar mais de US$ 1 bilhão todos os anos com a cobrança de taxas sobre operações financeiras, atualmente a SEC é proibida de gastar qualquer quantia deste montante sem a prévia autorização dos congressistas.

Mais liberdade

Em entrevista concedida ao Financial Times, Schapiro disse que o método atual acaba dificultando a alocação de recursos em investimentos em tecnologia da informação, tão fundamentais para supervisionar o sistema financeiro do país.

“Nós já discutimos essa questão há alguns anos e achamos que agora é hora de pleitearmos a mudança”, comentou a líder da agência. “Esse pode ser um caminho para planejar melhor nossos investimentos de longo prazo em áreas como tecnologia e staff”.

Novas regras

Além das discussões sobre o custeio da agência, o noticiário aponta que a SEC está discutindo novas regras para regular as posições em vendido (short sales), restringidas desde o ano passado, depois que o Índice Standard & Poor’s 500 recuou 38% com o agravamento da crise internacional.

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Segundo fontes não identificadas entrevistadas pela Bloomberg, a agência regulatória está retomando as discussões sobre o assunto e poderá expor um novo regulamento para a operação até o final de 2009.