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SÃO PAULO – Pesquisa divulgada pela Fundação Procon-SP nesta quinta-feira (4) revela que 48,67% dos consumidores compram medicamentos genéricos freqüentemente, contra 12,67% que nunca o fazem.
De acordo com o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), os remédios-referência, conhecidos como “de marca”, costumam ter o preço mais de duas vezes maior do que o dos genéricos.
Benefício ao consumidor
Para o Procon-SP, a implantação da Política de Medicamentos Genéricos é um benefício ao consumidor, ao ampliar o acesso da população aos remédios. Tanto que na rede pública de saúde, os médicos são obrigados a receitar pelo nome do princípio ativo, não mais pelo nome do remédio.
No Brasil, a publicidade dirigida diretamente aos consumidores, para os medicamentos de venda livre (analgésicos, antitérmicos, antidiarréicos, etc.) é autorizada, provocando uma forte expansão desse mercado.
Segundo o levantamento – feito com 150 consumidores entre 29 de agosto e 17 de setembro – a maioria dos consumidores acredita que a publicidade de medicamentos induz à automedicação (63,33%).
Planos de saúde
Das pessoas que responderam o questionário, 61,33% possuem plano de saúde, sendo que 60,87% referem-se a contratos assinados a partir de janeiro de 1999, ou seja, sob vigência da chamada “nova lei” – Lei Federal 9656/98.
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Entre os contratos novos, 71,43% são coletivos (contratos intermediados pelo empregador, sindicatos ou associações) e entre os antigos (anteriores a janeiro de 1999), prevalece a modalidade individual/familiar (55,56% dos casos).
Atuação da ANS
Quando indagados se conhecem a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), 52,67% dos entrevistados responderam que sim. No entanto, uma parcela representativa (35,33%) declarou que nunca ouviu falar do órgão.
Dos que conhecem a ANS, 59,49% admitem não saber todas as suas funções e apenas 12,66% já recorreram a ela para denunciar alguma operadora de serviço de saúde.
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A ANS tem por finalidade promover a defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde, regular as operadoras setoriais – inclusive quanto às suas relações com prestadores e consumidores – e contribuir para o desenvolvimento das ações de saúde no País.