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SÃO PAULO – Segundo os analistas da Ativa Corretora, a transferência do direito do governo de receber dividendos retidos da Eletrobrás (ELET3, ELET6) para o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) é positiva, pois, a partir disso, haverá mais agilidade no processo de pagamento desses proventos.
Como acionista controlador, o Tesouro Nacional transferiu ao BNDES seu direito de receber aproximadamente R$ 3,5 bilhões em dividendos devidos pela Eletrobrás desde o final da década de 1970. Porém, ainda não houve sinalização a respeito do pagamento.
Segundo os analistas, “a estatal tem retido mais de R$ 10 bilhões em dividendos devidos aos acionistas e terá muita dificuldade em novas captações de forma a fazer frente a seu ousado e prioritário pipeline de investimentos”.
Solução mais rápida?
Para a Ativa, esta transferência de direito é positiva, pois, com a saída do Tesouro Nacional da resolução do pagamento dos dividendos, esta questão logo deverá ser resolvida, permitindo “que os dividendos devidos sejam pagos aos minoritários”.
“Para que a Eletrobrás consiga pagar seus dividendos sem ferir o superávit primário e conseguindo fazer frente ao seu pipeline de investimentos, é necessária a elevação da participação no capital dos principais credores da companhia, transformando seus créditos em dividendos em ações”, completam os analistas.
Situação da Eletrobrás
Com a transferência do direito de receber os dividendos, a dívida da Eletrobrás com o BNDES subiu de R$ 2,8 bilhões para R$ 5,3 bilhões – sem mudança na situação dos minoritários.
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Com o Tesouro Nacional, a dívida da empresa caiu de R$ 5,2 bilhões para R$ 2,7 bilhões, conforme apontado pela Ativa. A operação favoreceu o resultado primário do setor público no decorrer do ano passado.