Processo de fusão entre as bolsas de Nova York e da Alemanha é adiado

Nova data é 31 de março; agências antitruste da União Europeia investigam a viabilidade do negócio

Por  Lara Rizério -

SÃO PAULO – A NYSE Euronext, controladora da Bolsa de Nova York, e a Deutsche Börse AG prorrogaram o prazo para concluir o processo de fusão para 31 de março, segundo informações do Wall Street Journal. A extensão do prazo foi motivada pela continuidade da investigação das agências antitrustes da União Europeia sobre a viabilidade do negócio, o que tem levado alguns investidores e analistas a alertarem que a transação ainda pode entrar em colapso.

Um acordo, firmado em fevereiro, permitiu às partes envolvidas no negócio recuarem caso a fusão não se completasse no final do ano. Porém, os operadores de câmbio afirmam continuar comprometidos com essa fusão – que poderia criar uma líder global no mercado de ações e negociação de derivativos. Entretanto, eles também revelaram possíveis planos de desistência do negócio, durante apresentação na SEC (Securities and Exchange Commission).

Agências antitruste focam em concentração no mercado de derivativos
Acionistas controladores e autoridades antitruste dos EUA já aprovaram a fusão entre as bolsas americana e alemã. Porém, as agências reguladoras da União Europeia irão tomar uma decisão final no dia 09 de fevereiro de 2012, decisão esta já adiada por duas vezes, com a continuidade dos estudos sobre o impacto potencial do fusão. 

Os mercados europeus de derivativos são o foco das agências. Juntas, a NYSE Euronext e a Deutsche Börse controlam cerca de 90% do intercâmbio comercial baseado em contratos futuros e de opções ligadas a taxas de juro europeias e índices de ações.

Com o intuito de concluirem a fusão, os negociadores das duas bolsas têm pressionado as instituições regulatórias, de modo a observar os negócios no contexto de um mercado muito maior – em derivativos que são negociadas fora de bolsa, incluindo swaps e contratos a prazo. Porém, funcionários das agências reguladoras da UE vêm restringido sua visão para os mercados negociados em bolsa.

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