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SÃO PAULO – Os comerciantes continuam a reclamar da falta de troco na praça. Nem mesmo com a entrada das novas cédulas de R$ 2 e R$ 20 o problema foi resolvido, ou amenizado. Segundo os comerciantes o problema mais grave está relacionado à falta de moeda no mercado, situação que atualmente é considerada pior do que há três meses atrás.
Moeda de R$ 0,10 é a maior dificuldade
Os dados fazem parte de um estudo elaborado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) com cerca 400 internautas, cujos resultados serão encaminhados para o Banco Central nesta quinta-feira, dia 30, para que o assunto seja discutido e uma solução seja encontrada como forma de ajudar a situação dos comerciantes, que acabam perdendo vendas por conta da falta de troco.
Segundo o diretor do Instituto de Economia Gastão Vidigal, o economista Marcel Solimeo, a moeda de R$ 0,10 é a que menos circula no comércio, ainda que o BC tenha aumentado em 300 milhões o número destas moedas em circulação, desde 1º de julho. O problema é que as moedas acabam sumindo antes mesmo de terem chegado às mãos dos comerciantes.
Solimeo atribui o problema da falta de troco, sobretudo das moedas, à falta de cultura do brasileiro que não vê moeda como dinheiro. Além disso, há ainda a desvalorização do real nos últimos meses e a perda de valor de face do dinheiro.
Cédulas também estão em falta
De acordo com os dados da pesquisa, 13% dos entrevistados afirmaram que houve um crescimento positivo com relação às cédulas de dinheiro, fato este que pode ser atribuído à introdução das novas notas no mercado. Contudo, ainda assim o problema das cédulas surgem, segundo os entrevistados, principalmente entre as notas de R$ 1 e R$ 5.
Neste sentido, os comerciantes acabam contando com a ajuda dos clientes e às vezes dos bancos para conseguirem trocar cédulas de valores mais altos por moedas e notas miúdas. Solimeo acredita que o envio dos dados da pesquisa deve motivar o BC a colocar mais moedas em circulação.
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Por fim, ele lembra que para ajudar a solucionar o problema é preciso contar com o apoio da população, que poderia contar com uma campanha de conscientização sobre a importância do uso das moedas.