Privatização da Copasa vai se dar por oferta secundária, diz proposta

O governo estadual detém participação de 50,03% na Copasa e pela proposta vai usar ‌os recursos da venda de ‌suas ações para pagamento da dívida do Estado com a União

Reuters

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Reprodução: Copasa
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SÃO PAULO, 28 ‍Jan (Reuters) – O processo de privatização ⁠da empresa mineira de saneamento Copasa ‍(CSMG3) deverá seguir pelo modelo de oferta secundária de ações, sem tranche primária, ‌segundo proposta divulgada pelo governo de Minas Gerais à companhia nesta quarta-feira.

O governo estadual detém participação de 50,03% na Copasa e pela proposta vai usar ‌os recursos da venda de ‌suas ações para pagamento da dívida do Estado com a União.

A proposta, que deverá ser aprovada por assembleia geral de acionistas da Copasa, ‌prevê que o governo de Minas Gerais possa vender até a ​totalidade de sua participação na empresa e a ‘possibilidade de celebração de um acordo de acionistas entre o investidor de referência/estratégico e o Estado, que conferirá determinados vetos ao Estado’.

Não perca a oportunidade!

A venda da totalidade das ações detida pelo Estado pode ocorrer se o processo ​não ⁠atrair nenhum ⁠investidor estratégico, segundo a proposta. Caso pelo menos um ‌seja elencado, o Estado poderá manter fatia de 5% na Copasa.

Esse investidor estratégico poderá ficar com ‍até 30% do capital social da empresa, podendo comprar mais ​papéis no ‌âmbito da oferta.

Em dezembro, o governador de Minas Gerais, ‍Romeu Zema (Novo), afirmou que a privatização da Copasa deveria ocorrer até abril, em uma operação que poderia movimentar pelo menos R$10 bilhões.

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(Por Alberto Alerigi Jr.)