Destaques da Bolsa

Prisão de Odebrecht derruba Braskem; Petrobras e bancos caem e Vale volta a ter baixa

Confira os principais destaques da Bolsa nesta sexta-feira (19)

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(Bloomberg)
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Petrobras (PETR3, R$ 14,78, -0,14%PETR4, R$ 13,35, -0,60%
As ações da Petrobras registram queda, mas diminuem as perdas em relação à abertura, quando chegaram a cair mais de 1%. No radar da Petrobras aparecem diversas notícias entre desinvestimentos e notícias sobre reajuste de combustíveis, mas quem rouba a cena é o desenrolar da Operação Lava Jato, com a prisão dos presidentes da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo.

Outra notícia negativa é de que o reajuste da gasolina da Petrobras estaria mais difícil agora. A Petrobras voltou a sofrer com a defasagem dos preços da gasolina em relação ao mercado externo, ao mesmo tempo em que o momento de crise econômica no país, que colabora para a redução no consumo do combustível, dificulta um eventual reajuste no preço do produto, afirmou uma fonte da petroleira à Reuters. “Tem que olhar o mercado e preço. Não adianta passar para o mercado algo que o mercado não vai aceitar”, disse a fonte. 

Por outro lado, a estatal estaria acelerando o programa de desinvestimentos de blocos de exploração offshore e pretende completar o primeiro lote de venda nos próximos meses, disseram três fontes com conhecimento dos planos à Bloomberg. E, segundo a agência, a estatal está acelerando o programa de desinvestimento de blocos de exploração offshore e pretende completar o primeiro lote de venda nos próximos meses, disseram 3 pessoas com conhecimento dos planos. 

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Por sua vez, o presidente da estatal, Aldemir Bendine, quer dividir a companhia em duas super diretorias “upstream” e downstream”, disseram fontes à Bloomberg. Ainda sobre a estatal, o Tribunal de Contas da União (TCU) investiga prejuízos em obras e compras de ativos da Petrobras que podem alcançar R$ 39 bilhões. O valor é a soma das perdas apuradas por conta de sobrepreço e má gestão de projetos em quatro dos principais empreendimentos da estatal, em muitos casos fatiados pelo clube de empreiteiras que são alvos da Operação Lava Jato.

SAIBA MAIS: Presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez são presos em nova fase da Lava Jato

Braskem (BRKM5, R$ 13,23, -4,41%)
As ações da Braskem registram queda forte na Bolsa em meio à Operação Lava Jato, que prendeu o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht. A companhia detém uma participação de 38,32% na empresa petroquímica. 

Bancos 
Os bancos também registram queda nesta sessão. Conforme destaca o estrategista-chefe da XP Investimentos, Celson Plácido, há três notícias que levam as ações de bancos a cair. Os indicadores econômicos, como o IPCA-15, que surpreendeu ao registrar a maior alta para junho em quase 20 anos, de 0,99%, é negativo, assim como o IBC-Br de abril, que foi o mais baixo desde 2012 e corrobora o cenário de piora da atividade econômica.

Somado a isso, está a prisão dos presidentes das maiores construtoras do País, que também contribui para afetar a atividade econômica. Vale destacar ainda que os bancos são credores de diversas companhias ligadas à operação Lava Jato. 

Com isso, Bradesco (BBDC3, R$ 27,32, -1,66%; BBDC4, R$ 28,30, -1,60%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 34,23, -1,58%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 22,98, -1,29%) registram queda de mais de 1%.

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Vale e siderúrgicas
Após as fortes altas de ontem, Vale e siderúrgicas registram queda na Bovespa. Hoje, o minério de ferro no porto de Qingdao registrou baixa de 0,66%, a US$ 61,36. As ações da Vale (VALE3, R$ 19,94, -2,25%; VALE5, R$ 17,06, -1,90%), Bradespar (BRAP4, R$ 11,44, -2,22%), Usiminas (USIM5, R$ 4,57, -1,72%), CSN (CSNA3, R$ 5,69, -1,22%) e Gerdau (GGBR4, R$ 8,03, -0,50%) têm queda. 

Cyrela (CYRE3, R$ 10,13, +4,22%)
As ações da Cyrela sobem forte. A companhia aprovou programa de recompra de até 20 milhões de ações, equivalentes a 7,61% do total das ações ordinárias da companhia, pelo prazo máximo de um ano, iniciando-se em 19 de junho. O objetivo do programa é adquirir as ações para manutenção em tesouraria e posterior cancelamento ou alienação, com vistas à aplicação eficiente de recursos disponíveis para investimentos, com o fim de maximizar valor para os acionistas, disse a empresa, em comunicado ao mercado. 

Tots (TOTS3, R$ 38,00, +1,06%)
As ações da Totvs registram alta de 1% após o JPMorgam elevar o preço-alvo para os ativos da companhia de R$ 40 para R$ 43. “Na nossa visão, os fundamentos de longo prazo devem se manter, mais do que compensando a pressão no curto prazo, incluindo maiores impostos e PIB mais fraco”, afirmam os analistas. 

BR Properties (BRPR3, R$ 10,75, -0,65%)
As ações da BR Properties têm leve queda na Bovespa. Segundo o jornal Valor Econômico, o BTG Pactual (BBTG11) busca novos investidores para OPA (Oferta Pública de Aquisição) da BR Properties, destacando que há grande chance do banco retirar o BC Fund da OPA da companhia. 

Fras-le (FRAS3, R$ 3,50, +6,06%)
As ações da Fras-le sobem forte na Bolsa, após a companhia comunicar ter registrado uma receita líquida consolidada de R$ 330,8 milhões entre janeiro e maio, alta de 2,2% na comparação anual. Já a receita bruta total de maio atingiu R$ 92,6 milhões, queda de 2,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Sabesp (SBSP3, R$ 16,16, -0,92%)
As ações da Sabesp registram queda nesta sessão. De acordo com nota da coluna de Sonia Racy, pode acabar na Justiça o projeto de R$ 830 milhões  da empresa que ligará as represas Jaguari (na bacia do Rio Paraíba do Sul) e Atibainha (Cantareira), tido pelo governo Alckmin como fundamental para a segurança hídrica da Grande São Paulo. Quase metade das empresas que tentaram se pré-qualificar foram inabilitadas e estudam medidas judiciais contra a decisão estadual. Procurada, a Sabesp não se pronunciou.

Exportadoras
Em meio à alta do dólar, as empresas que têm receita atrelada à moeda registram ganhos nesta sessão, com destaque para as companhias do setor de papel e celulose. É o caso da Fibria (FIBR3, R$ 42,27, +1,00%) e Suzano (SUZB5, R$ 15,82, +0,57%), que conseguem registrar ganhos na Bovespa. 

A Embraer (EMBR3, R$ 24,46, +0,37%) também tem leves ganhos. A companhia vendeu cinco aviões A-29 Super Tucano à Força Aérea Gana, destacou a companhia em comunicado. “O contrato inclui apoio logístico para a operação destas aeronaves, assim como a instalação de sistema de treinamento de pilotos e mecânicos em Gana”, segundo comunicado.

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O contrato entrará em vigor com cumprimento de determinadas condições, que deverão ser preenchidas durante o segundo semestre e o valor da transação não informado. Os aviões serão empregados em missões de treinamento avançado, vigilância de fronteiras e segurança interna.

Educacionais
As ações da Estácio (ESTC3, R$ 20,35, -1,64%) e da Kroton (KROT3, R$ 12,31, -1,05%) registram mais um dia de queda na Bolsa; ontem, elas tinham registrado queda em meio à venda da Saraiva Educação detidas pela Saraiva por R$ 725 milhões para a Abril Educação.

No radar das educacionais, está ainda o leilão da Uniasselvi. O leilão da rede de faculdades controladas pela Kroton está na fase final, com três ofertantes (Acon, Carlyle e Cruzeiro do Sul), segundo reportagem da revista Exame, que não diz como obteve a informação. O resultado deve sair em julho e pode custar mais de R$ 1 bilhão.

Aliás, as ações da Saraiva (SLED4, R$ 6,04, -3,36%), após dispararem quase 30% ontem, realiza parte dos ganhos e cai 3,36%. 

Lupatech (LUPA3, R$ 9,42, +8,28%)
Após cair 42% no primeiro dia do seu grupamento de ações em 500 para 1, as ações da Lupatech registram uma sessão de ganhos.

A empresa fornece equipamentos, máquinas e soluções de engenharia para o setor de Óleo e Gás e está extremamente endividada quando estourou o escândalo da Operação Lava Jato e as suas ações afundaram de vez na Bolsa, chegando a atingir cotações tão baixas quanto 3 centavos depois de chegar a operar a R$ 22,50 em 2008.