Prio, CPFL, CSN Mineração, Cyrela e mais ações para observar na 1ª sessão de 2026

Confira os principais destaques do noticiário corporativo desta terça-feira

Paulo Barros

Ativos mencionados na matéria

Painel da Bolsa de Valores/B3 (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)
Painel da Bolsa de Valores/B3 (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)

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O noticiário corporativo divulgado desde o fim da tarde da última sessão de 2025 foi marcado por anúncios de dividendos, juros sobre capital próprio (JCP) e bonificações em ações. Entre os destaques estão decisões da Cyrela Brazil Realty, CPFL Energia, CSN e Prio. Também chamaram atenção comunicados de Marisa Lojas e EMAE – Empresa Metropolitana de Águas e Energia, envolvendo decisões regulatórias e contratuais.

Confira os principais comunicados:

Cyrela (CYRE3)

A Cyrela aprovou aumento de capital de R$ 2,499 bilhões, por meio da capitalização de reservas de lucros, com emissão de 72,8 milhões de ações preferenciais especiais a título de bonificação. Cada acionista receberá 0,18958333 ação PN especial para cada ação ordinária detida.

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Terão direito à bonificação os acionistas posicionados no fechamento do pregão de 30 de dezembro de 2025, com as ações negociadas ex-direitos a partir de 2 de janeiro de 2026. As novas ações farão jus a dividendos e demais proventos em igualdade de condições com as ordinárias.

CPFL Energia (CPFE3)

A CPFL Energia aprovou a declaração de juros sobre capital próprio (JCP) no valor total de até R$ 10 milhões, a serem imputados ao dividendo mínimo obrigatório do exercício de 2025.

O pagamento ocorrerá em datas a serem definidas pela diretoria executiva, de acordo com a disponibilidade de caixa da companhia.

CSN Mineração (CMIN3)

A CSN Mineração concluiu a aquisição adicional de 2% do capital social da MRS Logística, operação que reforça a integração logística do grupo. A companhia informou que seguirá mantendo o mercado atualizado sobre desdobramentos da transação.

O movimento ocorre após o grupo CSN concluir reorganizações societárias e operações de reforço de caixa, incluindo a venda de participação na MRS e a distribuição de proventos anunciada anteriormente.

Sendas Distribuidora (ASAI3)

O conselho de administração da Sendas aprovou o pagamento de JCP no valor bruto de R$ 140 milhões, equivalente a R$ 0,1043 por ação. Terão direito aos proventos os acionistas posicionados em 6 de janeiro de 2026, com as ações negociadas ex-direitos a partir de 7 de janeiro.

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O pagamento está previsto para 26 de junho de 2026.

Vittia (VITT3)

A Vittia aprovou a distribuição de JCP no valor bruto de R$ 4,73 milhões, correspondente a R$ 0,03225 por ação, com base em lucros apurados entre 1996 e 2005. O pagamento deverá ocorrer até 31 de dezembro de 2026, com ações negociadas ex-proventos a partir de 9 de janeiro de 2026.

Prio (PRIO3)

A Prio aprovou um aumento de capital de R$ 95,1 milhões, com a emissão de cerca de 3,1 milhões de novas ações. Segundo a companhia, os papéis serão emitidos a preços que variam entre R$ 18,73 e R$ 40,19.

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A operação eleva o capital social da empresa para aproximadamente R$ 15,83 bilhões.

Marisa (AMAR3)

A Marisa informou que a CVM reverteu decisão que determinava o refazimento de suas demonstrações financeiras de 2022 a 2025. A reversão foi aprovada pelo colegiado da autarquia no último dia 30 de dezembro, após recurso apresentado pela companhia.

Em comunicado, a varejista afirmou confiar “na integridade dos processos de elaboração das demonstrações financeiras”. A decisão original da área técnica da CVM estava relacionada à constituição de provisões tributárias de uma controlada indireta.

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EMAE (EMAE4)

A EMAE comunicou que rescindiu contrato com o BTG Pactual referente à aquisição de debêntures, bônus de subscrição e units da Light. A rescisão ocorreu devido à não obtenção da anuência prévia da Aneel até 30 de dezembro, condição necessária para a validade da operação.

Segundo a companhia, o valor integral da operação, acrescido dos rendimentos, voltou a estar disponível para movimentação, e a garantia anteriormente constituída foi liberada pelo BTG.

Paulo Barros

Jornalista, editor de Hard News no InfoMoney. Escreve principalmente sobre economia e investimentos, além de internacional (correspondente baseado em Lisboa)