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A temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026 (1T26) é monitorada de perto para os investidores das petroleiras independentes em meio à forte alta do petróleo com as tensões e eclosão da guerra no Irã.
No período, houve uma forte alta dos preços do petróleo, que dispararam para acima de US$ 100/barril (bbl) em março (contra US$ 60–70/bbl nos meses anteriores). O Brent teve média de US$ 78/bbl, alta de +23% trimestralmente frente a US$ 63/bbl no 4T25.
Na visão da XP, apesar desse importante fator favorável para resultados, os números também refletirão fatores específicos de cada companhia, com a PRIO (PRIO3) se destaca como a empresa mais bem posicionada para capturar os ganhos de curto prazo com a alta do petróleo, com a produção atingindo máxima histórica. O Bradesco BBI também aponta que a companhia deve ser o destaque entre as petroleiras independentes.
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Em contraste, aponta a XP, Brava (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3) registraram leves quedas sequenciais de produção e, em ambos os casos, os resultados também são limitados pelas posições de hedge existentes. Olhando para frente, o 2T26 tende a seguir dinâmica semelhante: o Brent avançou ainda mais e, até aqui, apresenta média próxima de US$ 100/bbl.
Confira abaixo as projeções para os resultados das companhias:
PRIO – resultado dia 5 de maio
A XP aponta que o primeiro trimestre de 2026 marcou mais um marco na trajetória de crescimento da PRIO: o tão aguardado primeiro óleo de Wahoo. Desde então, a produção acelerou para um novo recorde. No 1T26, a produção média da PRIO atingiu 155,4 kboed (mil barris de óleo equivalente por dia). O aumento de produção e de vendas coincidiu com o período de preços mais elevados do petróleo.
A projeção da XP é de receita líquida de US$ 1,1 bilhão (+82% t/t), Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de US$ 777 milhões (+128% t/t) e lucro líquido de US$ 351 milhões.
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“Acreditamos que os investidores devem focar no ritmo de desalavancagem da PRIO e no cronograma para aumento da remuneração aos acionistas, via recompras e dividendos — processo que tende a ganhar tração em um ambiente de preços elevados do petróleo”, apontam os analistas.
O BBI espera que a PRIO deva reportar um Ebitda de US$ 840 milhões com base em volumes maiores e exposição ilimitada aos preços do petróleo.
Brava Energia (BRAV3) – 6 de maio
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A XP ressalta que a Brava vinha em trajetória de alta em 2025, mas nos últimos dois trimestres a produção recuou. A produção total no 1T26 caiu levemente para cerca de 76 kboed (-0,7 kboed t/t), enquanto a de óleo ficou praticamente estável, em torno de 62 kbpd e a produção de gás recuou para aproximadamente 14,8 kboed (-0,8 kboed t/t).
Além do declínio natural dos campos, a produção do trimestre foi impactada por diversos fatores, incluindo: (i) a interdição de parte das instalações de Potiguar pela ANP, (ii) a falha em uma das bombas de Atlanta e (iii) a parada programada para manutenção da UPGN de Catu.
A projeção é de receita líquida de R$ 3,2 bilhões (+24% t/t), Ebitda antes de hedges de R$ 1,6 bilhão (+93% t/t, sobre um 4T25 fraco) e prejuízo líquido de R$ 255 milhões (impactado pelos hedges de petróleo). A geração de caixa da Brava deve ser negativamente afetada pelos hedges do trimestre pelo pagamento de Tartaruga Verde e pelo earn-out de Potiguar (-US$ 78 milhões).
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Para o BBI, a Brava deve apresentar um Ebitda superior a R$ 1,5 bilhão sem os efeitos dos hedges.
PetroReconcavo (RECV3) – 7 de maio
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A XP espera um desempenho fraco para PetroReconcavo, ressaltando que a produção total no 1T26 recuou para 24,4 kboed (-0,6 kboed ou -2,5% t/t), puxada pela menor produção de óleo (-0,6 kbpd ou -4,2% t/t), enquanto o gás permaneceu praticamente estável.
A projeção é de receita líquida de R$ 681 milhões (-3% t/t) e Ebitda antes de hedges de R$ 346 milhões (+17% t/t). Incluindo os hedges, a visão é de um Ebitda de R$ 314 milhões (+6% t/t) e lucro líquido de R$ 54 milhões (+7% t/t).
O BBI, por sua vez, projeta um Ebitda praticamente estável.
