PRIO cai 3% após interdição de plataforma flutuante; banco vê oportunidade de compra

A empresa estimou que os trabalhos para resolver as pendências vão levar três a seis semanas para serem cumpridos integralmente

Lara Rizério Agências de notícias

Ativos mencionados na matéria

Imagem: PetroRio/Divulgação
Imagem: PetroRio/Divulgação

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As ações da PRIO (PRIO3) chegaram a cair cerca de 7%, amenizaram as perdas, mas ainda assim fecharam em baixa após a petrolífera ter anunciado, na manhã desta segunda-feira (18) que a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) decidiu interditar a plataforma flutuante (FPSO) Peregrino, operada atualmente pela Equinor. Os ativos fecharam a sessão desta segunda em baixa de 3,14%, a R$ 37,59.

Segundo a companhia brasileira, a agência exigiu “pontos de melhorias”, com os principais deles sendo “documentação de gestão e análise de risco e adequações de sistema de dilúvio”.

A empresa estimou que os trabalhos para resolver as pendências vão levar três a seis semanas para serem cumpridos integralmente.

De acordo com o comunicado da ANP, as principais áreas que necessitam
de melhorias são: i) documentação relacionada à gestão e avaliação de riscos; e ii)
ajustes no sistema de dilúvio. A Equinor iniciou prontamente as ações corretivas necessárias.

O Itaú BBA aponta que, em uma estimativa preliminar, a paralisação total da produção no campo, por 3 a 6 semanas, poderia resultar em um impacto aproximado de US$ 131 milhões a 262 milhões na geração de caixa da empresa (100% do campo), considerando que a geração de caixa do campo deverá ser deduzida do pagamento da fusão e aquisição.

“Em termos qualitativos, isso marca um retrocesso inesperado na integridade do ativo, visto que a Equinor concluiu recentemente um longo processo de revamp (renovação) no FPSO (plataforma)”, avalia, que possui recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) para os ativos e preço-alvo de R$ 62.

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Mais tarde, o BBA apontou que, com a queda forte durante a sessão, aos níveis de preços atuais, o mercado está precificando um cenário em que a produção será retomada em cerca de oito semanas sem compensação ou com um potencial prêmio de risco, o que considera uma perspectiva bastante conservadora. Assim, via uma oportunidade de compra.

(com Reuters)

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.