Primeiro mês com novas cotas do Fundo PIBB evidencia bons números

Rentabilidade seguiu à risca o IBrX-50; volume financeiro e captação líquida da aplicação mostraram forte aumento

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SÃO PAULO – Quando a segunda versão do PIBB (Papéis Índice Brasil Bovespa) viu, em 19 de outubro, seu preço fixado em R$ 40,69, alguns investidores ansiosos por resultados começaram a fazer prognósticos sobre o potencial de valorização do fundo em um mês.

Não é o que os encarregados do mercado de capitais do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) sugeriram quando do lançamento das cotas. Afinal, a aplicação preza retornos em médio ou longo prazo.

Mas vale conferir o desempenho, mais como curiosidade do que como garantia de bom negócio. Do preço fixado no referido 19 de outubro a 21 de novembro – passado um mês de vida, portanto -, houve valorização de 8,9%. O percentual fica em linha, por exemplo, o de IBrX-50 e Ibovespa no mesmo período.

Versus IBrX-50, versus Ibovespa

Entre 19 de outubro e 21 de novembro, o IBrX-50 também subiu 8,9%. A correlação entre sua oscilação e a do PIBB é bem vinda, já que a função do Fundo é exatamente de seguir o desempenho das 50 ações com maior free float na Bovespa.

Descomprometida com o papel do benchmark a comparação diante do Ibovespa mostra diferencial mais significativo. A carteira das mais líquidas da Bolsa apresentou desempenho abaixo do PIBB no intervalo em questão; alta de 6,2%.

Salto no volume

Outra variável que merece destaque dentro de um histórico recente é o volume negociado. De 19 de setembro a 19 de outubro, a média de giro financeiro das cotas do PIBB foi de R$ 2,95 milhões. A partir de 19 de outubro, e até 21 de novembro, nova média de R$ 7,1 milhões.

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Dentro desse forte salto, ênfase para o volume transacionado em 25 de outubro, data de liquidação das cotas, quando atingiu R$ 31,07 milhões. Valores altos como esse não devem se repetir, já que as negociações tendem a uma maior estabilidade conforme se distancia a data de liquidação.

Captação líquida também impressiona

De acordo com dados da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento), a classe de fundos que mais captou durante o mês de outubro foi a de ações. Algo pouco usual diante da predominância dos fundos de renda fixa e DI. O fato é que por trás dessa peculiaridade estava o lançamento da segunda tranche do PIBB.

De acordo com a Associação, toda a operação envolvendo as cotas foi “bem sucedida”. Exaltação também à “grande importância para o crescimento do mercado de renda variável e para a diversificação de ativo dos investidores”.