Previsão do tempo: verão de Wall Street indica volume alto e oportunidades quentes

Estação promete volta da confiança nos investidores, com melhora na economia real e barganhas no mercado

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SÃO PAULO – Historicamente, as negociações ocorridas em Wall Street durante o verão norte-americano, principalmente em julho e agosto, são marcadas por fraco volume e baixa movimentação, à medida que investidores desmontam posições e realizam lucros, a fim de desfrutarem os ganhos líquidos no período de férias.

No entanto, a tendência consoante da estação poderá ser diferente neste ano. Pelo menos é o que indica a análise de Jeff Cox, escrita em artigo veiculado na CNBC, no qual enxerga razões para a mudança: maior confiança na economia; oportunidades de compra a preços atrativos e chances para capitalização em meio à volatilidade.

Confiança em alta

“Os últimos dados econômicos mostram que a confiança entre consumidores, empresários e construtores está aumentando”, observa o autor, ressaltando a crença de que haverá maior volume em Wall Street, ao passo que a confiança desses indivíduos deverá se transportar na direção dos investidores. Cabe ressaltar as recentes baixas do VIX (Volatility Index), como evidência da maior confiança.

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Por outro lado, Cox lembra que o rali observado durante a primavera norte-americana revelou fracos volumes, o que pode desanimar alguns investidores quanto à solidez de uma recuperação. Entre esperança e descrença, “não entraremos em férias aqui”, afirmou Steven Roge, gerenciador de portfólios da R.E. Roge.

Adicionando posições

Após a disparada iniciada no decorrer de março, cresce o sentimento entre os investidores de que uma correção do mercado é só uma questão de tempo. Embora ninguém goste de perder, Cox enfatiza as oportunidades decorrentes de tais baixas, como uma chance de aumentar a exposição em bolsa.

Para muitos investidores, há diversas barganhas no mercado. “Caso ocorram movimentos de retirada em Wall Street, os preços de verão poderão disparar uma forte venda”, prevê Cox, que chama a atenção dos investidores na estação para aproveitarem a tendência do mercado, seja lucrando com as altas, ou comprando ativos com preços atrativos.

Melhora é evidente

Um dos maiores receios por parte dos investidores é a correlação entre mercado financeiro e economia real: caminham independentes, juntos simultaneamente ou na mesma direção, mas com timing distintos? A resposta é subjetiva, visto que a história mostra ocorrência de todas possibilidades.

A resposta é imprecisa, mas não restam muitas dúvidas no mercado de que o fundo do poço já faz parte do passado. Nesse sentido, o autor destaca os indicadores econômicos recém divulgados que, se ainda permanecem longe do apogeu, pelo menos deixaram para trás os recordes históricos mínimos.

Além disso, Cox observa que a temporada de resultados operacionais do segundo trimestre deverá se mostrar melhor do que aquela referente aos três primeiros meses do ano. Dentre os setores a se atentar, analistas projetam ganhos na indústria, como contraparte dos projetos de infraestrutura, e no setor tecnológico.

Cautela e renovação

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Nas linhas finais, o autor ressalta que, apesar de certo otimismo nos mercados financeiros, alguns olhares ainda revelam preocupação. “Não estamos com sentimento de bull, nem de bear”, disse Steven Roge, na crença de que Wall Street encontra-se no meio de uma trajetória, podendo tomar qualquer direção.

De qualquer forma, posições focadas no longo prazo geralmente tendem a proporcionar retornos com mais garantia. Seja bull ou bear, pelo menos a perspectiva é de melhora no horizonte, tanto nos mercados quanto nos conceitos.