Previsão de inverno rigoroso nos EUA e queda do dólar elevam preço do petróleo

Ministro de Energia do Catar diz que Opep não é capaz de evitar o patamar recorde do preço do barril nos mercados

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SÃO PAULO – Impulsionado pela queda do dólar e pela expectativa de um inverno mais rigoroso nos EUA, o preço do petróleo fechou em alta nesta segunda-feira (14), interrompendo uma seqüência de três sessões consecutivas de queda.

A queda do dólar refletiu a informação da mídia norte-americana de que o Fed pode realizar um corte na taxa básica de juro dos EUA antes mesmo de sua próxima reunião, no final de janeiro. Petróleo e dólar normalmente variam em direções opostas, já que uma moeda norte-americana fortalecida rouba atratividade dos investimentos em commodities.

O Serviço Meteorológico Nacional dos EUA fez previsões de temperaturas baixo do normal em 48 estados, com exceção da Flórida. Segundo o dado, a demanda por gasolina para o aquecimento de casas será 10% acima do normal no Nordeste do país, região responsável por 80% do consumo da commodity no país.

Opep

Durante a manhã, a tendência já era de valorização dos preços do produto. O ministro de Energia do Catar, Abdullah al-Attiyah, disse que a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) não pode evitar o patamar recorde da cotação do produto.

Vale lembrar que a reunião do cartel, que é responsável por 40% da produção mundial do combustível, será realizada no dia 1 de fevereiro, em Viena. Será o primeiro encontro dos membros desde que os preços do petróleo romperam o patamar dos US$ 100 por barril em Nova York.

Confira as cotações

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 92,66
no pregão desta segunda-feira, alta de 1,93% em relação ao último fechamento.

Apesar do desempenho positivo no dia, o petróleo acumula baixa de 1,31% neste mês de janeiro.

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Por sua vez, a variação no ano ficou negativa em 1,31%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
93,89 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em março de 2008, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 94,27 por barril, configurando uma alta de 1,72% frente ao fechamento anterior.