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Prévias operacionais de Mitre e Helbor, estreia da Smart Fit na B3, Raízen define faixa indicativa de ação para IPO e mais

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta quarta-feira (14)

Haus Mitre Pinheiros: apartamentos têm 98m² e três dormitórios.

SÃO PAULO – A estreia das ações da Smart Fit, a Raízen definindo a faixa indicativa para IPO, as prévias operacionais de Mitre e Helbor, entre outras notícias estão em destaques no radar corporativo desta quarta-feira. Confira abaixo:

Smart Fit (SMFT3)

A ação da rede de academias Smart Fit, fundada por Edgard Corona, estreia na B3 na sessão desta quarta-feira. A companhia concluiu na segunda-feira sua oferta inicial de ações (IPO, pela sigla em inglês), que movimentou R$ 2,3 bilhões, considerando apenas o lote principal. A decisão foi a de definir o preço por ação de R$ 23 – o intervalo era de R$ 20 a R$ 25.

O valor movimentado na oferta irá para o caixa da empresa e financiará basicamente a expansão da rede – cerca de 70% dos recursos serão utilizados para a abertura de novas unidades da Smart Fit. Aquisições estratégicas não estão descartadas, conforme o prospecto da oferta.

Hoje, a empresa está presente em 13 países da América Latina e, ao fim do primeiro trimestre, tinha cerca de mil academias – 538 no Brasil. Antes da pandemia de covid-19, que afetou o negócio por obrigar que academias ficassem de portas fechadas por um período, a base de clientes era de 2,8 milhões de pessoas. A expansão se dava a um ritmo de cerca de 40% a cada ano.

Raízen e Cosan (CSAN3)

A Raízen, joint venture entre a Royal Dutch Shell e a Cosan, anunciou oferta pública de distribuição primária (IPO) de, inicialmente, 810.811.000 novas ações preferenciais, nominativas, escriturais e sem valor nominal de emissão da companhia. A empresa estima que o preço de subscrição por ação estará situado entre R$ 7,40 e R$ 9,60 (faixa indicativa).

A oferta tem como coordenador líder o BTG Pactual e como demais coordenadores o Citigroup, Bank of American, Credit Suisse Bradesco BBI, JPMorgan, Santander, XP Investimentos, HSBC, banco Safra e o Scotiabank.

O preço por ação será fixado após a conclusão do procedimento de coleta de intenções de investimento (bookbuilding), que termina no dia 3 de agosto, junto a investidores institucionais, a ser realizado no Brasil, pelos coordenadores da oferta, e no exterior, pelos agentes de colocação internacional. De acordo com a empresa, que atua na área de distribuição de combustíveis e produção de açúcar e etanol, o início da negociação das ações na B3 será em 5 de agosto.

Mitre (MTRE3)

A Mitre divulgou sua prévia operacional referente ao segundo trimestre, registrando alta das vendas líquidas de 442,7% na comparação ano a ano, a R$ 188,4 milhões.

A empresa fez dois lançamentos no período, com R$ 237 milhões de Valor Geral de Vendas (VGV) em 415 unidades. Das unidades lançadas, 219 já foram vendidas e outras 146 unidades que estavam em estoque também foram vendidas. A companhia já lançou R$ 356 milhões em VGV no ano, enquanto no mesmo período de 2020 não houve lançamentos.

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Na avaliação do Bradesco BBI, embora a Mitre tenha mostrado notável velocidade de vendas durante o trimestre, ela
está se tornando cada vez mais dependente de lançamentos de dimensionamento para manter as engrenagens funcionando. Do lado positivo, o pipeline da empresa não deve ser incomodado por atrasos nas aprovações tanto quanto seus pares, uma vez que desenvolve projetos menores e mais simples (muitas vezes sujeitos a uma via rápida de licenciamento, “Aprova Rápido”).

“No entanto, muito mais lançamentos estão programados para um segundo trimestre apertado do que a empresa já tem em seu currículo, apesar do volume dos últimos 12 meses apresentar um sólido VGV lançado de R$ 1,2 bilhão”, apontam os analistas, que possuem recomendação neutra e preço-alvo de R$ 19,00 para MTRE3.

Helbor (HBOR3)

A Helbor divulgou os resultados operacionais do segundo trimestre deste ano. As vendas brutas totais chegaram a R$ 468 milhões, aumento de 113,4% em relação ao segundo trimestre de 2020. A velocidade de vendas (VSO Total) foi de 15,4%, enquanto o VSO da Helbor atingiu 17,0%, ante 8,4% no segundo trimestre de 2020. No período, a Helbor lançou quatro empreendimentos, com VGV Total de R$ 751 milhões, conforme tinha sido antecipado no dia 30 de junho, com participação da companhia de 60% (no segundo trimestre do ano passado não foram feitos lançamentos).

A empresa também informou que entregou no período cinco empreendimentos, de VGV total de R$ 627 milhões – parte da Helbor de 55%. Os distratos totais líquidos de provisão entre abril e junho totalizaram R$ 36 milhões. A fatia da Helbor nesse montante somou R$ 26,9 milhões.

O BBI aponta que a Helbor apresentou indicadores operacionais positivos, impulsionados por uma velocidade de vendas sequencialmente mais alta, vendas sólidas de unidades acabadas e fortes transferências para os bancos. Esses resultados devem ajudar a empresa a acelerar seu processo de desalavancagem e se posicionar melhor para acelerar o ciclo.

Os analistas apontam que, embora mantenham recomendação neutra para HBOR3 e um preço-alvo estimado para o final de 2021 de R$ 12,50 por ação, veem a Helbor abordando gradualmente as preocupações de alavancagem, o que pode levá-los a ficar mais otimistas sobre as ações como uma alternativa para investidores dispostos a se expor a algum adicional risco relacionado a uma história de crescimento.

PetroRio (PRIO3)

A petroleira PetroRio informou na terça-feira que assinou com a Ocyan Drilling a contratação da sonda Norbe VI para a revitalização do Campo de Frade e o desenvolvimento de Wahoo, em contrato com período inicial de 500 dias e possibilidade de extensão por mais 350 dias.

Segundo comunicado publicado pela companhia, o contrato entrará em vigor em março de 2022 e possibilitará a perfuração de três poços em Frade (um produtor e dois injetores), seguidos de quatro poços produtores em Wahoo.

3R Petroleum (RRRP3)

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A 3R Petroleum comunicou que sua produção do Polo Macau, que é equivalente à participação da companhia, foi de 5,18 mil barris por dia no mês passado, e 5,21 mil barris equivalentes no segundo trimestre de 2021, considerando óleo e gás.

A produção total no Polo foi de 5,65 mil barris diários em junho e 5,68 mil barris diários em média no segundo trimestre de 2021.

Grupo Mateus (GMAT3)

O Grupo Mateus comunicou que a sua estratégia de expansão segue de acordo com o planejado, terminando junho com 182 lojas em operação, sendo que 56 são de varejo, 38 de atacarejo e 88 de eletro. São 110 lojas no Maranhão, 63 no Pará, oito no Piauí e uma no Ceará.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras já lançou ao mercado um processo de concorrência para a contratação de uma plataforma para o projeto de águas profundas de Sergipe–Alagoas, disse na terça-feira o diretor de Desenvolvimento da empresa, João Henrique Rittershaussen, indicando que as propostas deverão ser recebidas em 2022.

Em entrevista à agência epbr, Rittershaussen afirmou que foi iniciada uma licitação para contratação pelo modelo Built Operate and Transfer (BOT), pelo qual a afretadora opera a plataforma por algum tempo e posteriormente a transfere para a Petrobras. O processo visa uma unidade do tipo FPSO.

Arezzo (ARZZ3)

A Arezzo&Co comunicou ao mercado a compra da marca MyShoes, que negocia calçados e bolsas femininas para públicos das classes B e C+, além de ter firmado parceria com o Mercado Livre para comercialização e distribuição destes produtos. Os valores da transação não foram informados.

Adicionalmente, a Arezzo&Co celebrou acordo comercial com sociedades do Mercado Livre, estabelecendo parceria de longo prazo para anúncio, comercialização e distribuição, pela empresa, dos produtos da categoria de calçados femininos e acessórios da marca MyShoes, de titularidade da Arezzo&Co, no site Mercado Livre, garantido a seus consumidores a entrega mais rápida do Brasil. O Acordo Comercial também prevê a utilização dos serviços de Mercado Shops para a criação de loja online exclusiva da marca MyShoes.

Vale (VALE3)

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a Vale a importar gás natural liquefeito (GNL) proveniente de diversos países para consumo próprio, conforme publicação no Diário Oficial da União desta quarta-feira.

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Segundo a medida, a autorização é válida para a importação de 1,66 milhão de metros cúbicos por dia de GNL regaseificado, que será utilizado para aquecimento dos fornos da empresa.

As importações ocorrerão por via marítima, com entregas previstas para terminais marítimos e de regaseificação na costa brasileira.

A autorização possui validade de dois anos a partir da data de publicação no diário oficial, acrescentou a ANP.

A mineradora informou na terça-feira que concluiu obras de descaracterização da barragem Fernandinho, localizada em Nova Lima (MG), e da estrutura de contenção da Mina de Fábrica, que está entre os municípios mineiros de Itabirito e Ouro Preto. Com as obras, a barragem Fernandinho, que faz parte do Complexo Vargem Grande, deixou de ter características de barragem, perdendo a função de armazenamento de rejeitos e de água, disse a Vale em comunicado.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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