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SÃO PAULO – O Banca Monte dei Pachi di Siena, o mais antigo do mundo e o terceiro maior da Itália, estava prestes a quebrar. As ações mergulharam 18% nesta quarta-feira (21), após a instituição financeira admitir que tinha apenas mais quatro meses de liquidez em caixa. Os papéis zeraram as perdas após o anúncio de que o governo italiano vai socorrer a instituição criada em 1472. Apesar da recuperação na sessão, em um ano as perdas chegam a 85,5%.
Segundo a CNBC, a Câmara dos Deputados da Itália aprovou um pedido do governo de injetar US$ 21 bilhões no setor financeiro do país. A expectativa é que a maior parte dos recursos vá para o Monte dei Pachi. Ainda restam dúvidas, no entanto, sobre como os órgãos reguladores da União Europeia reagirão à decisão do parlamento e do governo italianos.
Ameaçado de quebrar
O motivo que podia por fim a 544 anos de história era o alto endividamento do banco. Sobrecarregado por uma montanha de dívidas, o banco precisava concluir a venda de ações até o final do ano para completar uma chamada de capital de 5 bilhões de euros.
No dia 9 de dezembro, o BCE (Banco Central Europeu) decidiu rejeitar o pedido do Banca Monte dei Pachi di Siena por mais tempo para levantar capital, pavimentando o caminho para que o governo italiano entrasse com um resgate.
O banco havia pedido por uma extensão de várias semanas para tentar concluir um aumento de capital de 5 bilhões de euros (US$ 5,31 bilhões) para evitar forçar perdas de detentores de títulos, como previsto nas novas leis da União Europeia (UE).
O Mecanismo Único de Supervisão (SSM, na sigla em inglês), que faz parte do BCE, em Frankfurt, supervisiona cerca de 130 dos maiores bancos da zona do euro.
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Como resultado, o banco agora provavelmente não terá tempo suficiente para conseguir um acordo privado, de acordo com fontes, à medida que a medida implicaria uma colocação privada de ações para um ou mais grandes investidores e um aumento de capital. Isso faz com que a única opção para o banco seja a intervenção estatal.
Investidores como o Qatar e fundos baseados nos Estados Unidos, que haviam demonstrado interesse nas ações do Monte dei Paschi no passado, têm evitado potenciais acordos, segundo fontes.
(com Reuters)