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SÃO PAULO – Buscando fugir dos altíssimos encargos trabalhistas boa parte das empresas vem trabalhando com o sistema de prestação de serviços. Estas companhias estabelecem tetos salariais para contratar funcionários através da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), e caso os valores ultrapassem esse teto, então elas partem para a contratação de prestadores de serviços.
Altos encargos
Atualmente os encargos trabalhistas, como INSS e FGTS, encarecem a folha de pagamento da empresa em cerca de 70%, isto é, as empresas acabam pagando para o governo quase o mesmo valor que pagam para seus funcionários. Neste sentido, para os cargos mais elevados, como gerência, que existem um salário mais elevado, só estão sendo contratados trabalhadores que tenham firma aberta e possam emitir nota fiscal.
Os ganhos para a empresa estão estreitamente ligados à economia com a folha de salário, enquanto para o profissional os descontos podem ser menores, contudo, ele terá que arcar também com os encargos de sua empresa.
É importante deixar claro que o prestador de serviço não deve ser visto como um funcionário da empresa, pois você deve levar em consideração que está contratando a empresa dele, e não o profissional em si. Desta forma, a empresa deve ser mais flexível com relação ao horário para execução das tarefas, relacionamento com colegas e chefia. Como este profissional está propenso a mudar de empresa com freqüência, é natural que receba um tratamento diferenciado daquele que é contrato pela CLT.
Perfil do prestador
O profissional que deseja trabalhar como prestador de serviços deve ser bastante dinâmico, pois seu marketing pessoal será a porta de entrada nas grandes companhias. Desse modo, manter-se informado sobre a atualidade, falar corretamente, e facilidade de adaptação em qualquer ambiente de trabalho, são qualidade que contam muitos pontos para estes profissionais.
Segundo a supervisora de projetos sociais do Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), Renata Mello, há um fato que complica bastante a situação dos profissionais que estão saindo das universidades: segurança profissional. Por este motivo, a supervisora acredita que se destacam melhor no mercado de trabalho os profissionais que tenham feito estágios, participado de programas trainees ou empresas “júniors”.
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O mesmo vale para profissionais tímidos, uma vez que a falta de segurança profissional e a dificuldade de relacionamento com os membros da nova equipe, acabam apresentando baixa produtividade.
Remuneração variável
Já com relação à remuneração do prestador, não há dúvida de que o trabalho sem vínculo é muito mais instável do ponto de vista financeiro, pois você pode alternar períodos de maior rendimento com outros em que não recebe nada.
Exatamente por isto, é recomendável que estes profissionais reservem parte da remuneração para montar um fundo de reserva, que serviria para cobrir suas despesas nos meses em que não prestar tantos serviços e sua remuneração for menor. O ideal nestes casos é estabelecer um rendimento mensal pretendido e montar um fundo de reserva equivalente a três a seis meses deste valor, uma vez que a instabilidade no mercado trabalhista está afetando a todos, inclusive os prestadores de serviço.