Pressionado pelo ambiente externo, dólar opera em queda em sessão instável

Dados sobre a criação de emprego nos EUA decepcionaram os analistas; acordo da Grécia abre caminho para novos auxílios

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SÃO PAULO – O dólar comercial segue trajetória instável nesta sexta-feira (3), e neste momento opera no campo negativo, cotado a R$ 1,5730 na venda, baixa de 0,32%. O mercado continua pressionado pelo fraco dado de criação de emprego nos EUA, mas o Ibovespa segue no campo positivo.

No âmbito interno, o destaque fica por conta da divulgação do resultado do PIB (Produto Interno Bruto), que registrou um crescimento de 1,3% no primeiro trimestre deste ano, em linha com as expectativas do mercado. Ademais, o Banco Central continua com suas atuações no mercado de câmbio, e nesta sessão realizou leilão de compra entre 12h19 e 12h24, com taxa de corte de R$ 1,5763.

EUA: decepção com o mercado de trabalho
Mais cedo, o Departamento de Comércio dos EUA divulgou seu Relatório de Emprego, que apontou para a criação de 54 mil vagas de trabalho em maio, resultado bastante aquém do esperado pelos analistas, que projetavam 169 mil novos postos. Por sua vez, a taxa de desemprego norte-americana subiu para 9,1% no mês passado, resultado que também veio pior que o esperado pelos analistas, que esperavam taxa de 9,0%.

Esses dados juntam-se a outros indicadores do mercado de trabalho que já haviam decepcionado o mercado, e reforçam os temores acerca da recuperação dos EUA. O mercado de trabalho é tido como um setor especialmente crítico no pós-crise: o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, já chegou a condicionar a recuperação econômica a um desempenho sólido do mercado de trabalho.

Ainda nos EUA, também foi divulgado o ISM Services, índice que acompanha o setor de serviços. O indicador registrou 54,6 pontos na passagem de abril para maio, reesultado superior às projeções dos analistas, que indicavam para 53,3 pontos. Além disso, o número também ficou acima da medição anterior, que registrou 52,8 pontos.

Europa também no foco
A Europa também continua no radar dos investidores, e nesta manhã a Grécia anunciou ter fechado um acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o BCE (Banco Central Europeu) para receber a quinta parcela do pacote de resgate financeiro fechado em 2010, de € 110 bilhões.

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O acordo também abre caminho para que uma nova rodada de auxílios econômicos seja negociada pelos gregos, além de ajudar a melhora o humor dos investidores, ao menos em relação aos rumos da crise fiscal na Europa. Em meio a este cenário, o euro ganha força na comparação com o dólar, e há poucos instantes era cotado a US$ 1,4598, valorização de 0,75%.

Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março é cotado a R$ 1.582, baixa de 0,28% em relação ao fechamento de R$ 1.671 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, opera em leve alta de 0,03%, atingindo R$ 1.598 frente a R$ 1.681 do fechamento de segunda-feira.