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SÃO PAULO – As ações de siderúrgicas e mineradoras acompanham o mau humor externo e recuam forte na tarde desta sexta-feira (19). Por volta das 16h20 (horário de Brasília), três das maiores quedas do Ibovespa ficam com o setor, o movimento é liderado pelas ordinárias da Usiminas (USIM3), que caem 4,30% e atingem R$ 11,36. No mesmo horário, o Ibovespa cai 1,43%, atingindo os 58.881 pontos.
Esse movimento é exacerbado pela queda de 2,16% das ações preferenciais da Vale (VALE5), que atingem os R$ 35,37, e pelo recuo de 1,93% dos papéis ordinários, listados sob VALE3, que estão cotados aos R$ 36,68. “As perspectivas para a economia mundial acabam pesando sobre as empresas de commodities”, avalia João Pedro Brugger, analista da Leme Investimentos. Outra mineradora, a MMX (MMXM3) registra queda de 2,97% para R$ 4,24 neste mesmo horário.
A Gerdau (GGBR4), bastante exposta ao mercado norte-americano, vê seus ativos caírem 3,99%, valendo R$ 18,07. A ação da Gerdau Metalúrgica (GOAU4) cai 4,03%, atingindo os R$ 22,85, enquanto a CSN (CSNA3) recua 3,56% para R$ 11,39. Já as preferenciais da Usiminas, USIM5, recuam 3,08% e atingem os R$ 10,08. “Houve bastante desapontamento com a reunião da zona do euro”, afirma Brugger.
A piora do humor externo é evidente: o Dow Jones vai registrando sua pior sessão desde 21 de junho. O setor é fortemente voltado para o mercado externo, sobretudo em relação à China, cuja expansão do PIB (Produto Interno Bruto) de 7,4% no último trimestre decepcionou o mercado nas últimas sessões, e vai sinalizando uma piora significativa para o cenário dessas empresas.
Brugger destaca que a percepção de piora da economia fez com que as commodities metálicas também fechassem em baixa nos mercados externos, contribuindo para o cenário negativo. Embora isso, em teoria, pudesse impulsionar as margens das siderúrgicas, é válido destacar que todas elas possuem exposição à projeto de minerações, chegando a serem tão importantes para os resultados quanto suas produções de aços. Um exemplo é a CSN, cujo segmento de mineração já tem respondido por cerca de 50% do Ebitda (Lucro antes de juros, taxas, depreciação e amortização) nos últimos resultados.