Presidente do Fed diz que desaceleração da China deve ser melhor avaliada

Possibilidade de uma desaceleração mais abrupta do gigante asiático é pequena, mas factível, acredita o chairman

Publicidade

SÃO PAULO – Mesmo ressaltando que as chances de uma crise econômica na China no curto prazo são baixas, Ben Bernanke, presidente do banco central norte-americano, avalia que a possibilidade de uma desaceleração mais abrupta do gigante asiático não pode ser descartada.

O chairman lembra que as autoridades chinesas estão elevando seus esforços para conter o atual ritmo de crescimento do país, desestimulando investimentos e o crescimento do crédito.

Adicionalmente, Ben Bernanke se mostra preocupado com a deterioração da carteira de crédito dos bancos chineses e excesso de investimentos em alguns setores da economia, o que pode gerar desequilíbrios no sistema produtivo e queda nos preços de alguns importantes produtos.

Reservas cambiais

Por outro lado, Bernanke avalia que as reservas de divisas da China se apresentam como um importante escudo contra crises cambais ou de liquidez do sistema bancário.

A autoridade norte-americana, no entanto, novamente criticou a política chinesa de não permitir valorizações mais expressivas do yuan.

Os dizeres de Ben Bernanke foram publicados pela imprensa internacional e obtidos através da divulgação de uma carta destinada a Richard Shelby, presidente do Comitê Bancário do Senado dos EUA.