Presidente do Fed de São Francisco advoca programa de estímulos nos EUA

Para membro do Fomc - equivalente norte-americana do Copom -, novo Quantative Easing não pode ter data para terminar

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SÃO PAULO – A semana terminou bem para quem aposta em uma nova rodada de estímulos quantativos nos Estados Unidos: nesta sexta-feira (10) foi a vez de John Williams, presidente do Federal Reserve de São Francisco, advocar publicamente um novo programa de Quantative Easing. 

“Temos ferramentas para fazer com que a gente atinja os nossos objetivos mais rapidamente, nos deveríamos usa-las”, afirmou o economista à um jornal da região. Os objetivos declarados por Williams podem ser o “duplo mandato” do Fed: o mínimo de desemprego em um ambiente de estabilidade de preços. 

Eric Rosengren, presidente do Fed de Boston, já havia defendido nos estímulos essa semana. Todavia, ao contrário de Rosengren, Williams é, em 2012, membro do Fomc (Federal Open Market Committee) – o equivalente norte-americano do Copom (Comitê de Política Monetária) e entidade que pode decidir por ou não por novos estímulos. 

Rosengren e Williams preferem que o programa não tenha data para terminar, ao contrário dos estímulos anteriores que foram anunciados já com data para acabar. O mercado está dividido sobre a possibilidade de novos estímulos quantativos ainda este ano – como pioras no ambiente econômico fazem com que as chances aumentem de estímulos, o mercado chegou a responder bem à dados ruins e responder mau à números bons.