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SÃO PAULO – O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, sinalizou nessa quinta-feira (3) que já trabalha com a hipótese de uma saída da Grécia da União Europeia.
Perguntado sobre o que aconteceria com o dinheiro do povo alemão em caso de uma saída grega, Juncker disse ao jornal alemão ZDF Morgenmagazin que o Eurogrupo trabalha em como garantir que não ocorra um desastre para os países da Zona do Euro. “Nós estamos absolutamente preparados para a situação que eu descrevo e que eu quero que seja evitada”, afirmou.
Do mesmo modo, a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy reforçaram a ideia em uma conferência de imprensa conjunta. A chanceler afirmou que prefere alcançar uma estabilização da Zona do Euro com a Grécia, mas que o objetivo de estabilizar a Zona do Euro é mais importante.
Enquanto tal questão não é decidida, o empréstimo de € 8 bilhões foi congelado. “Logo que o referendo for completado, e toda a incerteza removida, eu farei a recomendação para o quadro executivo do FMI (Fundo Monetário Internacional) com relação à sexta parcela do nosso empréstimo de apoio ao programa econômico grego”, revelou a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, em comunicado publicado na noite de quarta-feira.
Gregos divergem
Além disto, a situação grega ainda é pressionada por divergências dentro do próprio governo. Enquanto se especula que o referendo será sobre a permanência da Grécia na União Europeia, na esteira das declarações do primeiro-ministro George Papandreou de que o país deve dar uma resposta clara ao grupo, o ministro de Finanças grego, Evangelos Venizelos, mostrou-se contra.
“A posição da Grécia na Zona do Euro é uma conquista histórica do país e não pode ser colocada em dúvida. Essa aquisição pelo povo grego não pode depender de um referendo”, afirmou em comunicado, no qual afirmou que as decisões tomadas em 26 de outubro são as únicas possíveis para resgatar o país.