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SÃO PAULO – No mesmo dia em que o Bank of Japan encerrou sua reunião de dois dias, e divulgou dados da economia japonesa relativos ao primeiro trimestre de 2007, o presidente do BoJ, Toshiniko Fukui, anunciou que o banco pode aumentar os juros do país, mesmo que os preços do país continuem a cair.
Segundo Fukui, o aumento dos juros no país é possível diante de aspectos e perspectivas gerais da economia local. Para os analistas, no entanto, se a base for os fundamentos da economia, as possibilidades de aumento dos juros no futuro próximo são pequenas.
As projeções dos analistas apontam um aumento dos juros do Japão apenas no segundo semestre, após as eleições em junho no país.
Medo de deflação
O Japão vive no período recente um certo temor quanto à volta do processo deflacionário no país. Em fevereiro e março, o núcleo da inflação do país (que exclui preços de alimentos frescos) registrou quedas de 0,1% e 0,3% respectivamente.
Por mais de uma década o país asiático conviveu com baixo crescimento e por forte processo deflacionário. Em 2006, o país registrou o primeiro aumento do preço de terras em dezesseis anos.
Reunião e relatório
Foi decidida nesta quinta-feira (17) a manutenção da taxa de juros do país em 0,5% ao ano. A minuta da reunião será divulgada somente no dia 20 de junho. O dia ainda foi de divulgação de relatório econômico e financeiro mensal do Bank of Japan.
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Segundo o documento do BoJ, a economia do país cresceu 2,4% (em taxa anualizada) no primeiro trimestre de 2007. O mercado esperava aumento de 2,7%. O último trimestre de 2006 registrou aumento de 5,5%.
Para os economistas, a desaceleração é resultado dos cortes e reduções de ritmo de empresas e companhias japonesas, que convivem com temor de desaceleração da economia dos EUA.
Ainda segundo o relatório, os gastos em capital caíram 0,9% no período. As previsões do mercado apontavam para aumento de 0,5%. No último trimestre de 2006 o aumento foi de 2,3%. As exportações do país subiram, 3,3% acima do que era esperado de 2,8% (impulsionado principalmente pelo mercado asiático e europeu).