Presidente do BC alemão defende independência dos bancos centrais

Weidmann afirmou que a História mostrou que a influência do governo em bancos centrais muitas vezes resultou em aumentos excessivos da oferta de dinheiro

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SÃO PAULO – A independência dos banco centrais e uma política monetária voltada para a estabilidade são cruciais para manter a confiança da população na moeda, afirmou nesta terça-feira (18) o presidente do Bundesbank, banco central alemão, Jens Weidmann.

Em um discurso cheio de referências à relação potencialmente perigosa entre criação de dinheiro, financiamento estatal e inflação, Weidmann afirmou que a História mostrou que a influência do governo em bancos centrais muitas vezes resultou em aumentos excessivos da oferta de dinheiro e consequente inflação.

A lição é de que a independência de bancos centrais e o foco deles em garantir o valor monetário são cruciais, disse Weidmann.

Weidmann não fez referência direta ao novo programa de compra de títulos do BCE (Banco Central Europeu), mas as declarações foram um alerta velado de que o plano – a que se opõe – pode prejudicar a independência do BCE e alimentar pressões inflacionárias.

“Uma independência da política monetária e a bússola das autoridades funcionando bem, com foco em estabilidade monetária, são condições necessárias ara manter o poder de compra do dinheiro e, portanto, a confiança da população”, disse Weidmann durante conferência em Frankfurt.

Weidmann apareceu várias vezes em público desde que o BCE definiu o novo programa de compra de títulos, em 6 de setembro, mas não comentou ele próprio o plano. O Bundesbank divulgou um comunicado após a decisão, destacando as críticas de Weidmann.

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