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SÃO PAULO – O presidente do Bank of Japan, que funciona como Banco Central do país, cobrou maior atitude do primeiro-ministro Yukio Hatoyama para conter a dívida japonesa, e avisou que a confiança do investidor não irá ser alta após os problemas relevados pelo caso da Grécia.
“É importante ganhar a confiança dos mercados financeiros, mostrando caminho para consolidação fiscal”. As cobranças de Masaaki Shirakawa acontecem logo após a autoridade monetária do país ter mantido intacta a taxa básica de juros, programas de empréstimo do governo e o nível de compra de bônus pela instituição.
O presidente do BoJ tenta reverter a sensação do mercado financeiro, que vê nas medidas do Bank of Japan tentativa de financiar a expansão dos gastos governamentais. Além disso, causou mau estar também a declaração de Naoto Kan, ministro das Finanças, de que o país precisa de uma meta de inflação para conter a situação deflacionária.
Como resposta, Kan disse que o governo fará sua parte para consertar as finanças e cortar gastos. Com a crescente proporção entre dívida e PIB (Produto Interno Bruto), os CDS (Credit Defaul Swap, ou títulos de seguro contra um possível calote) do país mostram aumento do risco. O custo de proteger a dívida de calote em cinco anos dobrou desde o início da administração de Hatoyama, alcançando o patamar de 78,8 pontos-base.