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SÃO PAULO – Surpreendido com uma votação às pressas do Senado em favor do reajuste da tabela de IR em 17,5%, e pressionado para incluir no Orçamento de 2002 um reajuste do salário mínimo para R$ 220, o presidente Fernando Henrique Cardoso ameaçou vetar o reajuste da tabela de IR. No final, o presidente optou por adiar sua decisão até o início de 2002.
Congresso já conseguiu verbas para reajuste do mínimo
Diante da perspectiva de que o Orçamento de 2002 seja aprovado ainda nesta quinta-feira (27/12), é possível que o presidente opte por sancionar a correção de IR sem qualquer veto. Pelo menos é esta a expectativa de alguns deputados, dentre eles o líder do PFL na Câmara, deputado Inocêncio Oliveira (PE).
Esta visão é dividida pelo líder do PSDB no Senado, Romero Jucá (RR), que também acredita que nos primeiros dias de janeiro o presidente sancionará a proposta. Para Inocêncio, o Congresso já demonstrou esforço ao remanejar verbas suficientes para garantir o aumento do salário mínimo. Desta forma, resta à equipe econômica identificar cerca de R$ 2,6 bilhões para compensar as perdas com a arrecadação tributária devido ao reajuste da tabela.