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SÃO PAULO – Assim como empresas norte-americanas irão emitir BDRs (Brazilian Depositary Receipts) na BM&F Bovespa a partir de setembro, é preciso estimular que mais empresas brasileiras tenham papéis listados na bolsa de valores de Nova York, disse o presidente da NYSE, Duncan Niederauer, nesta quarta-feira (18).
“A listagem nos dois mercados é complementar”, avaliou Niederauer em entrevista coletiva na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). O executivo classificou como positiva a iniciativa da bolsa brasileira de promover a negociação de ações de 10 companhias dos Estados Unidos a partir do mês que vem, das quais estão incluídas Apple e Mc Donalds.
Niederauer lembrou ainda que a NYSE não representa uma concorrência com a BM&F Bovespa ao incentivar as companhias brasileiras a listarem seus papéis em Nova York. Além disso, o presidente da NYSE mencionou que a entrada das empresas norte-americanas no mercado de capitais brasileiro representa uma “oportunidade para que essas companhias tenham acesso a investidores locais”.
Cabe destacar que os BDRs das companhias norte-americanas que serão listados na bolsa brasileira a partir de setembro apenas poderão negociados por investidores institucionais, como fundos de pensão e de investimentos.
Economia brasileira
Na análise de Niederauer, o forte desempenho da economia brasileira dá suporte para as boas perspectivas às companhias nacionais, colocando-as em vantagem no mercado global. O executivo ressaltou ainda que os dois eventos esportivos a serem disputados no País até 2016 (Copa do Mundo e Olimpíadas) deverão chamar mais investimentos, estimulando o crescimento das companhias brasileiras.
Nesse sentido, o presidente da NYSE destacou que a bolsa de Nova York trabalha em conjunto com as empresas listadas em seus mercados a fim de encontrar as melhores oportunidades em bolsas promissoras, como a brasileira e a chinesa. “Acreditamos que essa iniciativa pode aumentar a liquidez dos papéis”, disse.
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Atualmente, o Brasil é o terceiro país com maior número de empresas que possuem papéis listados na bolsa de valores de Nova York, ficando atrás apenas do Canadá e da China.