Presidente da GM admite que meta de corte de custos de suprimento é irrealista

Na reunião anual de acionistas, Rick Wanoger explicou que a alta nos preços das matérias-primas impede economia de US$ 1 bilhão

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SÃO PAULO – O presidente da General Motors aproveitou a reunião anual de acionistas para exaltar os progressos feitos no sentido de tornar a empresa mais eficiente e lucrativa. E depois alertou que será difícil atingir a meta de cortar os custos de suprimento em US$ 1 bilhão neste 2006.

Como justificativa para o provável aquém da meta, Rick Wagoner citou a valorização inesperada das matérias-primas do setor automobilístico, que está obrigando repasses dos fornecedores para a GM.

Meta geral mantida

Apesar das ressalvas feitas em relação ao objetivo de economizar US$ 1 bilhão em custos de suprimento, Wagoner manteve a meta geral de reduzir despesas em US$ 7 bilhões. Ajudarão nesse sentido os acordos com a união de funcionários do setor automobilístico dos EUA e a iniciativa de fechamento de algumas plantas produtivas.

Liderando o Dow Jones

Os acionistas da General Motors não podem se queixar dos ganhos desde o início do ano. A alta de aproximadamente 30% dá aos papéis da empresa o título de melhor componente do índice Dow Jones no período. No entanto, os papéis ainda estão cerca de 17% abaixo do patamar registrado na reunião anual de 2005.