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SÃO PAULO – Na última quarta-feira, Luiz Pinguelli Rosa, presidente da Eletrobrás reuniu-se em Brasília com a ministra de Minas e Energia Dilma Rousseff e o presidente do BNDES, Carlos Lessa, a fim de criar uma força-tarefa com o objetivo de solucionar as questões que vem atingindo o setor de elétrico.
A participação do BNDES na força-tarefa se dá pelo fato do banco estatal ser credor de boa parte das empresas do setor elétrico, mas segundo Lessa, as medidas que o BNDES tomará acerca das empresas endividadas ainda não estão acertadas.
O presidente do BNDES ressalta que é de suma importância uma política tarifária coerente com os custos das empresas, para que o setor não seja deficitário, sinalizando que a política do BNDES não será “paternalista” quanto a ceder novas linhas de crédito.
Pinguelli acredita na recuperação com novo modelo
O quadro atual do setor elétrico é de sobre oferta de energia e, conseqüentemente, tarifas baixas no MAE, cerca de R$ 4 MWh, as quais não remuneram os investimentos realizados pelas empresas.
Neste quadro, Pinguelli credita grande parte dos erros cometidos ao antigo governo, visto que, segundo ele, o modelo adotado na gestão do setor de energia no Brasil é equivocado, levando as usinas construídas durante o racionamento a não encontrarem mercado agora devido à falta de planejamento central.
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Pinguelli descarta a reestatização das empresas privatizadas que passam por dificuldades financeiras, já que, segundo ele, o caminho buscado é o oposto. No novo modelo, que ainda encontra-se em discussão, as empresas do setor estarão em plena recuperação em um prazo superior a um mês e inferior a um ano, e que desta maneira poderão remunerar os investimentos já realizados e efetuar novos.
Belo Monte com menor potência a fim de ser viabilizada
O presidente da Eletrobrás, acredita que a gigantesca usina de Belo Monte poderá ser viabilizada, devido a parcerias com empresas privadas, que já teriam retomado sua capacidade de investir.
Orçada em aproximadamente US$ 6 bilhões, a usina que será construída no Rio Xingu, no Estado do Pará, teria uma potência instalada de 11.000 Mw. A título de comparação, vale ressaltar que Itaipu possui 12.500 Mw. Para que a mesma fosse viabilizada a potência seria diminuída a fim de baixar custos.