Presidente da Azul diz não ter planos para IPO e vê Copa e Olimpíadas como benção

Contudo, para David Neeleman, privatização não é necessariamente a melhor solução para aeroportos do País

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SÃO PAULO – David Neeleman voltou a abordar a abertura de capital de sua empresa, a Azul Linhas Aéreas. Segundo o presidente da companhia, não há planos para que um IPO (Initial Public Offering) seja feito em breve, mas é possível que a Azul busque financiamento no mercado de dívida do País, apesar de sua situação financeira ser “confortável”.

Além do IPO, Neeleman também discutiu a possível privatizações dos aeroportos brasileiros. Para ele, essa não é a melhor saída para o transporte aéreo brasileiro. “Seria melhor do que é hoje, mas não necessariamente a melhor solução”, disse , durante evento realizado em São Paulo pela Bloomberg.

Privatizar ou não?
Segundo o executivo, o tratamento do governo à Infraero deveria se assemelhar mais ao dado à Petrobras (PETR3, PETR4) – não no sentido de lucros, mas sim de endividamento e projetos.

Neeleman apontou que em alguns aeroportos, como no México, empresas estrangeiras entraram para privatizar os aeroportos e elevaram as taxas em excesso, diminuindo assim o número de passageiros. “O modelo deve ser como o norte-americano, no qual as taxas são baixas, mantendo o custo do aeroporto mínimo”, afirmou. As taxas dos serviços relacionados – como hotéis e aluguel de carros, por exemplo -, podem ser aumentadas para gerar essa renda adicional, mas sem prejudicar o tráfego aéreo.

Benção e foco
O executivo da Azul afirmou ainda que a Copa e as Olimpíadas programadas para o Brasil em 2014 e 2016, respectivamente, são uma benção, porque vão forçar o País a se focar e investir em infraestrutura. “Eu não me importo com as quatro semanas da Copa ou com as duas semanas das Olimpíadas. Me importo com os anos antes e depois disso”, ressaltou Neeleman.