Preocupado com o setor, Morgan Stanley decide cortar projeções aos ADRs da Vale

Banco reduziu classificação para abaixo da média e diminuiu preço-alvo dos papéis para US$ 15, sem nenhum potencial de valorização

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SÃO PAULO – Prevendo um fraco crescimento para os mercados de minério de ferro ao menos até 2011, o Morgan Stanley reduziu nesta quinta-feira (21) sua recomendação aos papéis da Vale (VALE3, VALE5), passando-a de “equal weight” (em linha com o mercado) para “under weight” (abaixo da média).

Paralelamente, a instituição também cortou o preço-alvo aos ADRs (American Depositary Receipts) da mineradora, de US$ 18 para US$ 15, citando que a empresa brasileira enfrenta “obstáculos significativos”, mesmo após os sinais de recuperação na demanda da China.

Levando em conta a cotação de fechamento dos papéis negociados em Wall Street nesta quinta-feira (US$ 15,89), o novo target estipulado pelo banco norte-americano corresponde a um upside – potencial de valorização – negativo em pouco mais de 5%.

Demanda por minério preocupa

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“Os volumes da Vale estão limitados no curto prazo, sem grande crescimento esperado na indústria de minério de ferro até 2011”, escreveu em nota Carlos de Alba, analista do Morgan Stanley, que ainda ressaltou que os ativos da companhia já precificaram a recente melhora de cenário no mercado chinês.

Em adição, o especialista alertou para a possibilidade de um declínio nas vendas de minério da Vale para a China no segundo trimestre do ano, levando em conta a desaceleração verificada nos embarques do produto feitos pela mineradora neste mês.