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SÃO PAULO – A turbulência vista nos mercados internacionais nas últimas semanas parece ter deixado sequelas nos investidores, que se mostram cada vez menos tolerantes com perspectivas de risco. Um bom exemplo pode ser retirado das conversas que a Itaú Corretora mantém com seus clientes, que têm revelado um maior desejo por ativos defensivos.
Os recentes receios com a saúde fiscal de algumas economias europeias, com destaque para o caso da Grécia, e a possibilidade de uma nova onda baixista ocorrer ao redor do globo motivaram os analistas a fazer o exercício de listar as ações brasileiras mais seguras, dentro de seu universo de análise, contra um cenário de “severa deterioração dos mercados globais”.
“É importante destacar que os investidores estão buscando ações defensivas para se protegerem das variações no mercado de ações, mas que tenham exposição à economia local no Brasil o que é um tanto diferente da definição tradicional de defensivo”, destacam.
O cenário catástrofe desenhado pelos analistas inclui: a depreciação do real frente as moedas internacionais, elevação às alturas do prêmio pelo risco-Brasil e uma desaceleração nos mercados de ações.
“Buscamos companhias que apresentassem baixos betas em relação à Bovespa, ao real e ao risco-País. Em outras palavras, tentamos selecionar companhias cujos desempenhos fossem menos afetados pelo panorama internacional”, explica a Itaú, que nomeou o portfólio de ultradefensivo. Vale destacar que os papéis listados abaixo são classificados apenas em relação ao seu caráter de segurança, sem se considerar o seu desempenho.
Confira abaixo a carteira:
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