Preocupado, BC da China pede alerta com alta inflacionária

Presidente do banco central chinês diz que foco da política monetária não é mais relaxada, e sim neutra
Feriado prolongado na China: 2024 será o Ano do Dragão
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SÃO PAULO – A China tem que estar em “alto alerta” com a inflação, disse na manhã desta quarta-feira (13) Zhou Xiaochuan, presidente do banco central do país. A declaração ocorre em meio a tentativas de controle de preços no país, principalmente no setor imobiliário, onde muito se especula que haja uma bolha.

Em fevereiro, embora impactada pelo grande feriado de ano novo, a inflação do país atingiu a máxima em 10 meses, ao saltar para 3,2%.

Ele também esclareceu, em coletiva de imprensa durante o encontro anual no congresso, que a política do banco central não é mais uma política relaxada. A avaliação correta seria de uma política neutra. Nesta quarta-feira o índice Shanghai Composite, da bolsa de Xangai, fechou com perdas de 0,99%.

No início de março o mesmo índice também despencou mais de 3,6% após uma série de medidas do governo na tentativa de controlar os preços no setor imobiliário, como aumentar o valor exigido da entrada ou aumentar as taxas na hipoteca da segunda casa.

E o governo pode fazer novos ajustes para combater a inflação. “Nós usaremos a política monetária e outras medidas para estabilizar os preços e as expectativas de inflação”, disse, segundo a imprensa internacional.

As declarações foram interpretadas pela mídia internacional como sinais de que o governo chinês está apertando suas políticas mesmo com um crescimento em enfraquecimento. No início deste mês o governo anunciou dados de vendas no varejo e de produção industrial que frustraram as projeções dos analistas.