Preocupações econômicas e crise no Golfo levam bolsas dos EUA a nova queda

Aparente proximidade de conflito e futuro da economia continuam preocupando Wall Street, levando bolsas à forte queda

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SÃO PAULO – Os temores acerca dos desdobramentos da crise no Golfo Pérsico continuaram abalando a confiança dos investidores no pregão desta segunda-feira, de modo que as principais bolsas norte-americanas fecharam em queda.

O mercado também seguiu temeroso em relação ao desempenho futuro de importantes companhias financeiras, no caso a Fannie Mae e a Freddie Mac, após a capacidade de solvência destas empresas ser colocada em dúvida por um presidente regional do Federal Reserve.

Choque de financeiras poderá abalar economia dos EUA

As declarações do presidente do Federal Reserve de Saint Louis, feitas nesta segunda-feira, acerca das dificuldades pelas quais passam a Fannie Mae e a Freddie Mac preocuparam bastante Wall Street, levando os papéis das companhias em questão a registrarem forte desvalorização durante as negociações. De acordo com o presidente regional do Fed, a delicada situação das companhias poderá contribuir para a desaceleração da economia norte-americana nos próximos meses.

Dessa maneira, as ações da Fannie Mae encerraram o pregão com forte queda de 6,53%, chegando a registrar perdas de 7,0% no decorrer das negociações. Os papéis da Freddie Mac, por sua vez, fecharam com baixa de 5,91%, após terem registrado desvalorização de 6,6% no decorrer da tarde.

Papéis da GE também registram queda neste pregão

As ações do conglomerado General Electric fecharam com significativa queda de 2,39% neste pregão, após os acionistas identificarem um prejuízo de US$ 5,25 bilhões vinculado a planos de aposentadorias da empresa. No balanço anual divulgado na última sexta-feira, a empresa havia reportado uma contribuição de US$ 806 milhões para o lucro anual da empresa.

Apesar da diferença entre os números, a General Electric seguiu as normas contábeis para anunciar o resultado positivo, utilizando a taxa de retorno esperada dos planos de aposentadoria (+8,5%) e não o retorno real (-11,67%).

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Techs e telecom têm forte baixa

Os papéis de empresas de tecnologia encerraram estas negociações com um fraco desempenho, notadamente ditado pelas incertezas impostas ao futuro do setor em função de um cenário de guerra. Neste sentido, as ações da Microsoft fecharam o pregão com queda de 2,62%, ao passo que os papéis da Hewlett-Packard registraram perdas e 1,90%.

As ações de empresas do setor telecom também amargaram perdas. Dessa maneira, os papéis da AT&T fecharam com desvalorização de 3,83%, ao passo que as ações da Century registraram perda de 2,38%.

Investidores seguem atentos a andamento das tensões

O clima de tensão deverá permanecer no mercado acionário norte-americano ao longo desta semana, uma vez que os investidores seguem preocupados com a proximidade de uma possível intervenção norte-americana no Iraque.

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Vale lembrar que o presidente norte-americano George W. Bush anunciou, na última sexta-feira, que dará ao Iraque um prazo até o dia 17 de março para o país complete o processo de desarmamento. Caso contrário, os Estados Unidos e seus aliados poderãp atacar o país, ainda que sem a autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas, conforme preconizado pela Casa Branca.

Bolsas fecham em nova baixa

O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, fechou em baixa de 2,58% a 807 pontos, acumulando no ano forte baixa de 8,22%.
O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, encerrou o pregão em desvalorização de 2,22% atingindo 7.568 pontos e caindo 9,27% no ano,
enquanto a Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresentou queda de 2,06% chegando a 1.278 pontos e acumulando no ano forte baixa de 4,28%.



%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
Nasdaq C -2,06 1.278 -0,32 -4,28
Dow Jones -2,22 7.568 -3,76 -9,27
S&P 500 -2,58 807 -2,68 -8,22