Preocupações com Grécia pressionam bolsas mundiais

Ministros das Finanças da zona do euro elogiaram o progresso nas negociações entre a Grécia e seus credores, mas disseram que mais trabalho é necessário para se chegar a um acordo

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SÃO PAULO – A maior parte das bolsas da Ásia fechou em queda nesta terça-feira (12), com investidores ainda nervosos diante do progresso quase imperceptível nas negociações entre a Grécia e seus credores. Na Europa, o dia também é de perdas refletindo as preocupações com a Grécia, com o FTSE 100, o Dax e o Cac 40 registram queda de cerca de 2%. 

Na Ásia, às 7h42 (horário de Brasília), o índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, caía 0,35 por cento. A bolsa da China, no entanto, contrariou a tendência e encerrou no azul.

Na atentamente monitorada reunião do Eurogrupo de segunda-feira, ministros das Finanças da zona do euro elogiaram o progresso nas negociações entre a Grécia e seus credores, mas disseram que mais trabalho é necessário para se chegar a um acordo que libere mais recursos a Atenas, em troca de reformas econômicas.

E, embora a Grécia tenha anunciado na segunda-feira que pagou 750 milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI), a ausência de progresso claro nas negociações deixava os mercados preocupados com a possibilidade de Atenas eventualmente esgotar seus recursos e declarar default.

E, de acordo com o governo grego, o país usou suas reservas emergenciais depositadas no FMI para fazer o crucial pagamento. Com Atenas quase esgotando seus recursos e ainda longe de um acordo com seus credores internacionais, havia dúvidas sobre se o governo liderado pela esquerda pagaria ao FMI ou optaria por poupar dinheiro para pagar salários e aposentadorias ainda neste mês.

Destaque ainda para o índice mensal da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que destacou que o crescimento econômico parece estar enfraquecendo nos Estados Unidos e continua a desacelerar na China, enquanto a França e a Itália apresentam desempenho melhor em meio à recuperação da zona do euro.

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Entre os dados chineses, o país atraiu 273,61 bilhões de yuans (US$ 44 bilhões) em investimento estrangeiro direto (IED) entre janeiro e abril, 11,1% mais que no mesmo período do ano passado, informou a agência oficial de notícias Xinhua, citando o Ministério do Comércio.

(Com Reuters)

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.