Publicidade
SÃO PAULO – As preocupações com os prospectos de crescimento da China também poderiam causar a liquidação de posições em ações, e a piora de desempenho se refletiria nas moedas, adverte o Barclays. “Para investidores em busca de divisas para hedging, gostamos de longas posições em moedas latinas contra o dólar australiano, o qual poderia claramente underperformar em caso de um pouso mais difícil para a China”.
A deterioração do cenário de endividamento grego e a lenta retomada de crescimento das economias desenvolvidas continuam a inspirar cautela ao Barclays, ao menos até os próximos meses. Levando em conta também o controle da inflação nos mercados latino-americanos, o banco inglês recomenda a venda de dólares e a aposta na renda fixa somente no curto prazo.
As moedas latino-americanas têm performado bem desde a piora no cenário global e, mesmo com o aumento da aversão ao risco, não marcaram uma forte saída de posições, reforçando um caminho sustentável, diz o Barclays. No entanto, é esperado que os riscos diminuam nas próximas semanas e, assim, que as moedas recuperem-se das recentes baixas. “Assim, recomendamos a venda do dólar”, justifica o banco.
Renda fixa mais atrativa no curto prazo
A perspectiva do relatório assinado pelos analistas Donato Guarino e Roberto Melzi em relação à renda fixa é de que resta pouco mais a ganhar no longo prazo. Com a inflação sob controle, tanto no Brasil quanto no México, é esperada somente mais uma elevação da taxa básica de juros por aqui e mais nenhuma no México.
“Nos evitaríamos o pagamento de taxas de juros, dada a moderação do crescimento global e as leituras benignas de inflação previstas”, afirma a dupla. A recomendação é investir em papéis de elevado yield, mais defensivos. O Barclays sugere concentrar o posicionamento de renda fixa no Brasil, Panamá e Uruguai, para os quais mudou a recomendação para overweight. Dentro do trio, sua preferência é pelo Uruguai.
O banco reforça que estes nomes, apesar de terem valuations mais apertadas, oferecem uma atrativa proposta de risco/recompensa no contexto de um portfólio global. Historicamente, os nomes têm outperformado durante a venda de posições dos mercados emergentes, e esta percepção é o principal motivo para a recomendação do banco.
Continua depois da publicidade