Premiê espanhol estuda preço e diz que resgate pode não ser necessário

País já assegurou fundos europeus de resgate de até 100 bilhões para seus bancos em dificuldade

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SÃO PAULO – A Espanha continua estudando o preço que terá que pagar para buscar ajuda do programa de compra de títulos do BCE (Banco Central Europeu), mas a melhora das condições do mercado pode tornar a ajuda desnecessária, afirmou nesta quarta-feira (12) o primeiro-ministro do país, Mariano Rajoy.

“Eu não sei se a Espanha precisa pedir isso”, afirmou Rajoy em sessão de debate do Parlamento, referindo-se a um resgate internacional para a Espanha.

Os yields dos títulos espanhóis caíram fortemente, para mínimas em cinco meses, desde que o BCE definiu na semana passada lançar um novo programa de compra de títulos para reduzir prejudiciais custos de empréstimo de países da zona do euro, desde que os países peçam primeiramente assistência do fundo de resgate da zona do euro e aceitem condições rigorosas.

Mais cedo, em entrevista a jornais finlandeses, Rajoy disse que não tem objeções sobre o FMI (Fundo Monetário Internacional) monitorar o cumprimento espanhol das condições de qualquer assistência, apesar de também insistir que não devem ser feitas novas exigências para a Espanha em termos de corte de dívida.

“O FMI já está monitorando nossa economia”, disse Rajoy durante visita do primeiro-ministro da Finlândia, Jyrki Katainen, a Madri na terça-feira, segundo o jornal Helsingin Sanomat.

A Espanha, que já assegurou fundos europeus de resgate de até € 100 bilhões para seus bancos em dificuldade, também está sofrendo com seu déficit fiscal, regiões endividadas e pressão de agências de ratings de crédito.

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“Além de crescimento, a única opção que eu estou considerando é usar o mecanismo anunciado pelo banco central”, disse Rajoy, segundo o Helsingin Sanomat.

“Está completamente descartado que nós pediremos um resgate para todo o país”, disse ele ao jornal diário de economia Kauppalehti.