Prejuízo de consumidores em compras virtuais pode chegar a R$ 300 milhões

Com o aumento do consumo virtual, cresceu o número de quadrilhas que aplicam golpes em quem compra pela internet

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – O comércio eletrônico é um mercado em expansão. De acordo com o consultor da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico e coordenador do MIS – Movimento Internet Segura, Gastão Mattos, o crescimento anual foi de 35% em 2005 e 2006 e em 2007 o número de consumidores virtuais chegou a 10 milhões de pessoas, que compram preponderantemente em lojas brasileiras.

Com o aumento de pessoas usando a internet como canal de compras, cresceu também o número de sites falsos que tentam se aproveitar dos compradores que tomam menos cuidados na hora de adquirir um produto. Só em 2007 foram registrados no site Reclame Aqui cerca de R$ 3 milhões de prejuízo de pessoas que compraram pela internet e não receberam. Estimativas reunindo informações do Procon, e-bit e Reclame Aqui mostram que o prejuízo pode chegar a R$ 300 milhões por ano no País.

De acordo com o diretor do Reclame Aqui, Maurício Vargas, as grandes causas desse quadro são o excesso de confiança do consumidor e a busca pelo preço mais baixo, que faz com que as pessoas comprem em sites não confiáveis que oferecem preços muito menores que o normal.

Compras

O levantamento mostra que a compra de eletrônicos e produtos de informática corresponde a 92% das fraudes. Entre os campeões de encomendas não entregues estão as câmeras digitais, notebooks, computadores e acessórios de informática.

“A internet é um canal muito seguro de compras, mas, assim como no mundo físico, é preciso tomar cuidado, afinal, fraudes existem em todo lugar. Na internet é importante comprar em lojas confiáveis, desconfiar dos preços muito baixos e só comprar em lojas desconhecidas que foram recomendados por conhecidos, que fizeram compras lá e tudo ocorreu perfeitamente”, alerta Mattos.

Natal

Ainda segundo o Reclame Aqui, do total de prejuízo com falsas vendas esperado para 2007, o Natal deve ser responsável por 20% desse valor.

Segundo a e-bit, mais de 85% dos consumidores pretendem fazer compras pela internet para o Natal deste ano. Com isso, o segmento de varejo on-line espera um crescimento de 45% nas vendas de final de ano com relação a 2006. A expectativa de faturamento é da ordem de R$ 1 bilhão, frente aos R$ 693 milhões do ano passado.

O período de vendas do Natal, compreendido entre os dias 15 de novembro e 23 de dezembro, é o mais importante do ano e o mais esperado pelo varejo, já que é responsável por aproximadamente 18% do faturamento do ano inteiro.

Cuidados

O MIS disponibiliza em seu site uma série de dicas para que o consumidor se proteja das possíveis armadilhas da internet. Confira algumas delas:

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  • Fique atento à barra de endereços de seu navegador: verifique se o endereço digitado não mudou durante a navegação. Caso seja uma conexão segura (aquela conexão com endereços iniciados em https:// e com o cadeado ativado), clique no cadeado e verifique se a informação do certificado corresponde com o endereço na barra de endereços do navegador;
  • Pagamento: uma das formas mais comuns de aplicação de golpes é a exigência de pagamentos antecipados. Certifique-se sobre a procedência do site e, em caso de dúvida, contate a empresa através do atendimento online ou telefone fixo. Ao sentir qualquer desconfiança, não efetue o pagamento;
  • Dados pessoais: forneça somente seus dados pessoais como CPF e RG para sites reconhecidos e de procedência confiável. Em caso de dúvida da procedência do site, não forneça os seus dados pessoais;
  • Participação de sorteios: recuse participar de sorteios de ofertas tentadoras e milagrosas, pois normalmente ações como estas são armadilhas para roubar dados e identidades. Todo sorteio deve estar devidamente regularizado através da Caixa Econômica Federal, do SEAE (Secretária de Acompanhamento Econômico) ou SUSEP (Superintendência de Seguros Privados);
  • Ofertas tentadoras: não aceite ofertas tentadoras via e-mail, geralmente encaminhadas por endereços falsos, que prometem prêmios instantâneos ou descontos especiais. Certifique-se sobre a procedência do e-mail e, em caso de dúvida, contate a empresa através do atendimento on-line ou telefone fixo.
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