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Prejuízo da Gol aumenta 600%, MRV e mais 7 empresas divulgam balanço, confira

Diversas empresas divulgaram resultado entre a noite de terça e a manhã de quarta-feira

SÃO PAULO – Entre a noite da última terça-feira (12) e a manhã desta quarta (13), diversas empresas divulgaram seus resultados corporativos referentes ao primeiro trimestre. Confira os números abaixo:

Gol
A Gol (GOLL4), maior companhia aérea de baixo custo e melhor tarifa da América Latina, anunciou o resultado consolidado do primeiro trimestre de 2015. A companhia encerrou o trimestre com prejuízo líquido de R$ 672,7 milhões, um aumento de 599,7% em relação aos R$ 96,1 milhões negativos em 2014. Sua receita líquida foi de R$ 2,505 milhões, 0,5% maior que os R$ 2,493 milhões alcançados nos primeiros três meses de 2014.

No primeiro trimestre de 2015, a Gol fechou com uma posição de caixa de R$2,4 bilhões, o que representa 23,8% da sua receita líquida dos últimos doze meses e mantem a companhia entre um dos maiores níveis de liquidez da indústria. 

O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) teve queda de 9,1% este trimestre ao fechar em R$ 254,3 milhões. Sua margem Ebitda (Ebitda/Receita líquida) fechou 1,1 pontos percentuais abaixo do período do ano passado ao atingir 10,1% em relação aos 11,2% de 2014.

MRV 
A MRV Engenharia e Participações (MRVE3) teve alta de 31% no lucro líquido e a geração de caixa mais que dobrou no primeiro trimestre sobre o mesmo período do passado, mas o desempenho veio junto com um avanço de cancelamento de contratos de venda de imóveis no período e maiores gastos comerciais.

A construtora e incorporadora informou nesta terça-feira que o lucro líquido entre janeiro e março foi de R$ 106 milhões, ante R$ 81 milhões no primeiro trimestre de 2014, e diante de uma estimativa média de analistas de R$ 98 milhões.

O lucro avançou com a melhora do resultado financeiro e melhoria das margens, apesar da queda das vendas e lançamentos no primeiro trimestre. As vendas tiveram queda anual de 11,1% enquanto os lançamentos recuaram 19,1% no mesmo período.

“As safras (de imóveis) mais antigas estão perdendo relevância… As safras mais novas têm margens melhores, são mais precificadas, o reflexo disso é o aumento na receita bruta”, disse o copresidente da MRV, Rafael Menin, citando o aumento da margem bruta, que passou para 29,5% ante 26,4% um ano antes.

O resultado financeiro da MRV ficou positivo em R$ 45 milhões no primeiro trimestre ante dado positivo de R$ 15 milhões um ano antes. A geração de caixa da MRV saltou a R$ 147 milhões ante R$ 56 milhões no primeiro trimestre de 2014, mas na comparação com os três últimos meses de 2014 houve queda de 38%. 

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Os cancelamentos de contratos (distratos) cresceram 33,5% ano a ano, e 10,5% sobre o quarto trimestre de 2014, encerrando março em R$ 437,8 milhões. O aumento, segundo Menin, deu-se pelos contratos mais antigos, e não dos atuais. A companhia optou por acelerar os distratos e limpar este estoque antigo, afirmou.

A implantação do processo de vendas simultâneas (que condiciona venda de imóveis à aprovação do crédito pelo banco para o cliente) já chegou a 90% das vendas em abril, e quando for totalmente implementado, os cancelamentos devem ficar abaixo de um dígito, disse Menin. “Mas em 2015 vamos ver o distrato ainda elevado, ainda em linha com 2014”, disse.

Helbor
A incorporadora Helbor (HBOR3) teve uma queda de 41,2% no lucro líquido na base de comparação anual, que passou para R$ 30,4 milhões no primeiro trimestre. A receita operacional líquida, por sua vez, caiu 17,9% na mesma base de comparação e somou R$ 322,4 milhões.

 A dívida líquida da companhia ficou em R$ 1,29 bilhão, 37,5% maior na base anual e com alta de 8,3% ante dezembro de 2014.

A Helbor fez apenas um lançamento no primeiro trimestre, com 176 unidades, VGV (Valor Geral de Vendas) total de R$ 57,2 milhões e VGV parte Helbor de R$ 40 milhões. Um ano antes, a incoporadora havia lançado quatro empreendimentos, com 1.059 unidades, VGV total de 319,9 milhões e VGV parte Helbor de R$ 245,5 milhões.

Fras-le
A fabricante de autopeças Fras-Le (FRAS3), subsidiária do grupo Randon, registrou um lucro líquido de R$ 13,9 milhões no primeiro trimestre, alta de 17,8% em relação a igual período de 2014, um resultado impulsionado pelo efeito da desvalorização do real sobre as receitas da companhia no exterior e por esforço de redução das despesas operacionais e ganhos de produtividade. A receita líquida teve aumento de 5,9% e fechou em R$ 203,4 milhões. A valorização do dólar contribuiu para a alta de receitas em reais, apesar da queda de volume vendido. 

As despesas operacionais da companhia diminuíram 7,3% no trimestre, para R$ 29,3 milhões. Os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) avançou 16,1%, somando R$ 33,1 milhões.

Inepar
O grupo de infraestrutura Inepar (INEP3), que está em recuperação judicial, teve prejuízo líquido de R$ 767,2 milhões em 2014, montante 87% maior que a perda registrada em 2013. A companhia atrasou a publicação dos resultados de 2014, dizendo que ainda estava realizando o detalhamento e a discriminação dos lançamentos contábeis feitos após o pedido de recuperação judicial.
 

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A Inepar é controladora da Iesa, uma das empresas investigadas pela Operação Lava-Jato, por contratos para construção de plataformas para a Petrobras. A companhia afirmou que tem custos de R$ 349,9 milhões a incorrer, relacionados ao projeto Charqueadas, do estaleiro Iesa. Segundo a empresa, o contrato está suspenso, aguardando a negociação com a Petrobras.

Rodobens
O lucro líquido da Rodobens (RDNI3) caiu 98% no primeiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, para R$ 279 mil. A receita líquida teve queda de 40%, para R$ 129,953 milhões, devido ao menor avanço de obras nos três primeiros meses de 2015. A geração de caixa medida pelo Ebitda encolheu 95%, para R$ 1,158 milhão, por causa da menor diluição dos custos. 

No fim de março, a alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e patrimônio líquido ficou em 25,1%, acima dos 21,4% do quarto trimestre e dos 14,3% dos três primeiros meses de 2014. Mesmo com o aumento da alavancagem, a companhia tem um dos menores níveis de endividamento do setor.

Senior Solution
Senior Solution (SNSL3), líder no desenvolvimento de softwares aplicativos para o setor financeiro no Brasil, divulgou resultados do primeiro trimestre de 2015 e obteve lucro líquido de R$ 1,871 milhão, queda de 56% em relação aos R$ 4,253 milhões do mesmo período no ano passado. Sua receita líquida teve aumento de 10,7% ao fechar com R$ 18,454 milhões, R$ 1,791 milhão a mais.

O lucro bruto avançou 7,8% para R$ 6,7 milhões, e o Ebitda reduziu 9,1% para R$ 2,079 milhões, na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foi de R$ 2,287 milhões. Sua margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) foi de 11,3%, uma diferença negativa de 2,5 pontos percentuais em comparação aos 13,7% dos primeiros três meses de 2014.

O Diretor Presidente, Bernardo Gomes, ressalta as boas oportunidades de crescimento da empresa, apesar do cenário desafiador. “Iniciamos 2015 com um pipeline comercial sólido composto por diversas oportunidades para substituir os sistemas de nossos concorrentes que se tornaram obsoletos. Acreditamos que o crescimento da empresa estará mais relacionado à maturação dessas oportunidades, algumas das quais transformadoras, do que às condições macroeconômicas de mercado, por isso estamos confiantes nas perspectivas para o ano”, conclui.

Dasa
A Dasa (DASA3), companhia controlada pelo empresário Edson Bueno, viu seu lucro líquido despencar de R$ 28,5 milhões para R$ 296 mil no primeiro trimestre deste ano. A receita líquida da empresa de medicina diagnóstica avançou 30,7% para R$ 619 milhões. Já os custos aumentaram 33,8% para R$ 442,3 milhões no período. 
O Ebitda caiu 39% para R$ 68,7 milhões. O empresário fez uma proposta para retirar a companhia do Novo Mercado. 

Vigor
A Vigor Alimentos (VIGR3) encerrou o primeiro trimestre de 2015 com crescimento de 14% na receita líquida comparado com o mesmo período do ano passado, alcançando R$ 487,4 milhões.

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O lucro líquido ajustado da controladora cresceu 31,0% para R$18,0 milhões, com margem líquida de 3,7%. No consolidado, o lucro líquido ajustado apresentou evolução de 11,4% para R$29,5 milhões e margem líquida de 2,7% no trimestre.

Na controladora, o lucro bruto expandiu 29,6% para R$183,5 milhões e a margem bruta aumentou em 4,5 pontos percentuais para 37,7%.No consolidado, o lucro bruto totalizou R$327,6 milhões, crescendo 18,8%, enquanto a margem bruta evoluiu 3,4 p.ppara 30,4% – o maior patamar histórico já registrado.

“Apesar de um cenário econômico mais desafiador, o ano de 2015 começou com crescimento das receitas nas principais categorias de produtos e melhoria na rentabilidade da empresa. Um desempenho acima do resultado reportado no mesmo período de 2014”, comenta Gilberto Xandó, CEO da Vigor Alimentos S.A.