Preços são o maior atrativo dos produtos piratas, garantem consumidores

Mas a preocupação com a qualidade também é grande, embora muitos acreditem que os produtos estão se sofisticando

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – De acordo com pesquisa realizada pelo Ibope, os preços menores continuam sendo o principal atrativo dos produtos piratas no Brasil. Em 2007, 82% das pessoas que compraram mercadorias não declaradas em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte disseram saber que estavam pagando menos da metade do preço que pagariam no mercado formal. Esse percentual foi de 73% em 2006.

Considerando as três capitais mais o Recife, os consumidores afirmaram ainda que a qualidade é uma questão importante na hora da compra: 25% constataram que a qualidade das mercadorias está aumentando muito, enquanto 8% acham que está diminuindo muito. No item sofisticação, 28% afirmam que aumentou muito e apenas 4% acreditam que diminuiu muito.

O levantamento mostrou também que o consumo de produtos piratas no País é consciente e intencional. Entre os entrevistados nas três capitais , 73% das pessoas disseram que continuam comprando sempre, às vezes ou já compraram mercadorias não declaradas.

Classe social

A pesquisa revela que a classe C é a que mais consome pirataria, já que 66% da população que faz parte dessa classe consome esses produtos. A classe A é a que menos compra (49%), seguida da D/E (59%) e da B (63%).

Roupas e brinquedos são os produtos não declarados mais comprados em todas as classes. Entre as outras mercadorias citadas no levantamento, jogos eletrônicos (8%), tênis (7%) e relógios (7%) são as mais consumidas pela A, enquanto na B os destaques são pilhas e baterias (13%), relógios (12%) e tênis (10%). Na C, o consumo maior é de pilhas e baterias (14%) e óculos (12%), enquanto na D/E são as bolsas, carteiras e mochilas (12%) e os tênis (12%).

Comportamento

Entre os entrevistados, considerando a média Brasil, 55% disseram não se sentir mal por consumir produtos piratas, mas a maioria (75%) disse que só compra essas mercadorias quando não tem mesmo condições de comprar o original.

Além disso, 79% disseram não ter vergonha de consumir esses produtos e não escondem quando compram mercadoria não declarada. Enquanto isso, 53% dizem não ter orgulho das compras e não costumam contar para as pessoas a economia que fizeram ao comprar um produto pirata.

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