Preços dos eletroeletrônicos podem aumentar até 6% em maio, diz Eletros

De acordo com pesquisa, subida de preços se deve às cotações dos insumos, que sofrem influência do mercado externo

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SÃO PAULO – As indústrias eletroeletrônicas vêm sofrendo forte pressão do aumento dos preços de seus insumos, de acordo com levantamento da Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos).

As siderúrgicas, diz o estudo, aumentaram os preços do aço em 6% este mês, enquanto os preços do cobre e do alumínio sofreram reajustes acima da inflação.

Fim da trégua

Para o presidente da Eletros, Paulo Saab, “a trégua nos aumentos de insumos parece ter cessado”, uma vez que os pedidos de reajuste vêm partindo de vários setores da indústria eletroeletrônica.

A conseqüência imediata será o repasse desses aumentos para os preços dos produtos finais, acredita o presidente, mas essa variação de preço deve levar em consideração o peso dos insumos e componentes de cada produto.

Os fogões, por exemplo, devem ficar, em média, 2% mais caros. Entre as lavadoras automáticas, os reajustes ficarão entre 3% e 5%, enquanto para os refrigeradores essa variação pode chegar a 6%.

Mercado externo

Saab garante que essa nova tabelação se deve à movimentação do mercado externo. No caso do aço, os fornecedores nacionais aumentaram o preço do minério de ferro para os clientes internacionais. Já as cotações do cobre e do alumínio apenas acompanharam a alta do mercado internacional, enquanto os plásticos e resinas não alteraram seus valores em função da desvalorização do dólar, que até agora compensou o efeito da cotação do petróleo.

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Segundo Saab, a indústria não pode absorver esses aumentos, mesmo porque os eletroeletrônicos vêm reajustando seus preços abaixo dos índices inflacionários medidos pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

Ele lembra que os eletrônicos ficaram 2,6% mais baratos entre janeiro a abril, enquanto o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe subiu 0,62%. No ano passado, os eletroeletrônicos ficaram 4,9% mais em conta, enquanto o IPC variou 4,53% positivamente.