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SÃO PAULO – De acordo com o Índice Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), o preço dos alimentos subiu 3,34% em agosto.
Os legumes, com alta de 8,20%, foram os que mais contribuíram para que os alimentos, de uma forma geral, ficassem mais caros. Entre as principais altas destacam-se quiabo (40,4%), berinjela (29,4%) e tomate (6,3%).
“Em agosto, os resquícios das condições climáticas negativas de junho, como excesso de chuva e frio acentuado, continuaram reduzindo a oferta de alguns legumes como tomate, quiabo, berinjela e pimentão. Como são culturas mais longas, mesmo com o calor registrado no mês, não houve tempo para o restabelecimento do volume ofertado”, explica o economista da Ceagesp, Flávio Godas.
Preços
Todos os setores registraram elevação dos preços praticados em agosto, com exceção do setor de Verduras, que recuou 24,21%. Suas principais quedas foram as da alface lisa (-37,5%), do brócolis (-35,1%) e do almeirão (-30,5%). Não houve elevação de preços no setor de verduras.
No setor de Frutas houve alta de 6,41%, com destaque para o limão Taiti (45,8%), o figo (34,4%) e a uva rubi (22,1%). As principais quedas foram do morango comum (-33,5%) e da goiaba (-5,8%).
Já o setor de Diversos apontou alta de 12,92%, nele não houve queda de preços. Entre as altas, as principais foram as da batata (31,9%), do alho (12,4%) e dos ovos (7,9%).
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O setor de Pescados, por sua vez, subiu 1,39%, sendo as principais altas as das anchovas (15%), do badejo (11,7%) e da tilápia (8,5%). As quedas expressivas foram da sardinha (-29%), da tainha (-10%) e da cavalinha (-8,8%).
Setembro
De acordo com Godas, a expectativa é de maior volume e queda nos preços já no mês de setembro.
As verduras caíram acentuadamente e, ao que tudo indica, permanecerão em trajetória de queda dos preços praticados em razão do restabelecimento integral do volume ofertado.“Algumas frutas podem apresentar elevação de preços em razão a menor oferta e o maior consumo em função do calor, principalmente do limão, do maracujá, do abacaxi e da melancia. Porém, o setor não deve apresentar altas significativas em razão da boa quantidade de opções de compra”, afirma o economista.
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Segundo Godas, alguns produtos devem se manter estáveis. “A batata, principal produto do setor de Diversos, impulsionou os preços do setor. Não há margem para mais elevações, assim, o setor deve seguir estável. Os Pescados também devem seguir em estabilidade”, completa.