Publicidade
SÃO PAULO – De acordo com o Índice Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), o preço dos alimentos subiu 2,57% em julho.
Os legumes, com alta de 27,63%, foram os que mais contribuíram para que os alimentos, de uma forma geral, ficassem mais caros.
“Em razão das condições climáticas adversas e de alguns problemas sazonais, legumes e verduras continuam apresentando redução do volume ofertado, qualidade prejudicada e preços elevados”, explica o economista da Ceagesp, Flávio Godas.
Além dos legumes, houve acréscimo também no setor de verduras, cuja alta foi de 5,74% no sétimo mês do ano. Por outro lado, os setores de frutas, pescados e diversos (alho, ovos, batata lisa, batata comum, coco seco e milho pipoca), registraram queda de 1,10%, 9,28% e 2,12% nesta ordem.
Preços
Considerando os Legumes, que puxou o preço dos alimentos para cima, os maiores acréscimos ocorreram nos preços do pimentão verde (104,8%), berinjela (84,9%), tomate (60,7%) e tomate (60,7%).
Por outro lado, os produtos que apresentaram quedas foram a abobrinha italiana (-28,8%), pepino japonês (-17,4%) e inhame (-4,5%).
Continua depois da publicidade
Já no setor das verduras, os principais produtos com altas são as do repolho (40,3 %), do brócolis (22,6%) e da cebolinha (23%). As baixas nos preços foram do milho verde (-10,1%), da escarola (-11%) e da alface crespa (-8,8%).
Condições climáticas e tendências
De acordo com Godas, com a previsão de frio acentuado nas regiões Sul e Sudeste, os setores de Legumes e Verduras devem permanecer com os preços em alta, principalmente os produtos mais sensíveis como folhosas, tomate, vagem. Por conta disto, os legumes mais resistentes, como batata e cebola, devem substituir os produtos mais frágeis entre as opções de compra.
Quanto às frutas, a retração deve continuar. “A tendência é que os preços praticados permaneçam estáveis em razão do grande volume de laranja e da oferta de produtos sazonais como morango, limão, tangerina, caju”, afirma o economista.
Continua depois da publicidade
Em relação aos pescados, a expectativa é de estabilidade nos preços.