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SÃO PAULO – Os preços do petróleo deram seqüência ao movimento ascendente visto na última sessão e encerraram esta segunda-feira (5) com novos recordes de fechamento em Londres e Nova York, impulsionados por novos problemas em áreas de produção na Nigéria.
Reacendendo os temores com a oferta da commodity, militantes nigerianos do Mend (Movimento para a Emancipação do Delta do Níger) atacaram as instalações do grupo anglo-holandês Shell na região de Bayelsa, no sul do país, o que forçou a petrolífera a reduzir em 170 mil barris por dia a sua produção.
Oitavo exportador mundial e maior produtor africano, a Nigéria está produzindo pouco mais de 2 milhões de barris diários, 25% abaixo do nível normal, por causa da insegurança na região.
Em adição, o aumento da tensão geopolítica entre Ocidente e o Irã, segundo produtor da Opep (Organização de Países Exportadores de Petróleo), também está sob atenção dos investidores.
Confira as cotações do barril em Londres e Nova York
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 117,99
no pregão desta segunda-feira, alta de 0,52% em relação ao último fechamento.
Com o desempenho positivo no dia, o petróleo acumula forte alta de 3,76% neste mês de maio.
Por sua vez, a variação no ano ficou positiva em 22,24%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
93,89 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em junho de 2008, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 119,97 por barril, configurando uma alta de 3,17% frente ao fechamento anterior.