Preços do petróleo caem e têm pior semana desde dezembro de 2008

Sentindo a ressaca da forte oscilação de quinta-feira e o aumento do desemprego nos EUA, cotações voltam a cair

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SÃO PAULO – Completando quatro dias consecutivos de queda, as cotações de petróleo voltaram a fechar em baixa nesta sexta-feira (7), garantindo a maior queda semanal percentual desde dezembro de 2008 em Nova York, entre temores sobre a saúde fiscal da Europa e a volatilidade nos mercados norte-americanos.

O contrato de petróleo mais líquido em Nova York, com vencimento em junho, registrou queda de 2,59%, encerrando a sessão a US$ 75,11. Já em Londres, a cotação do barril do petróleo Brent terminou o dia a US$ 78,27, caindo 1,95%.

Ressaca
O mercado ainda digeria a brusca queda nos índices acionários internacionais na tarde da última quinta-feira, ainda sem causa determinada. Rumores dão conta de que um suposta ordem errada enviada pelo Citigroup iniciou o pânico nos mercados, que vieram abaixo por conta do efeito manada.

Paralelamente, investidores também acompanharam a notícia de que a câmara baixa do parlamento alemão, análoga à Câmara dos Deputados no Brasil, aprovou a ajuda de € 22,4 bilhões à Grécia, correspondente à fatia do país no plano de resgate de € 110 bilhões definido pelos países da Zona do Euro. A votação foi amplamente favorável ao projeto, cujo placar final foi de 370 a 72 votos.

No mesmo sentido, o  ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta-feira que o Brasil também participará do resgate à economia grega. De acordo ele, o País fará um aporte de US$ 286 milhões no FMI (Fundo Monetário Internacional) para ajudar a Grécia.

Indicadores
Em seu relatório mensal, divulgado durante o dia, o Departamento do Trabalho norte-americano revelou que durante o mês de abril houve uma aceleração na criação de vagas, que atingiram a maior taxa de aumento dos últimos quatro anos. Contudo, a taxa de desemprego também registrou aumento.

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Durante o período, foram abertas 290 mil vagas, valor acima das estimativas do mercado, as quais apontavam para a criação de 187 mil vagas. Além disso, ficaram acima dos 230 mil postos abertos durante o mês de março. Do total, 66 mil novos trabalhadores foram contratados temporariamente pelo governo para administrar o censo no país – que ocorrerá de abril a junho, enquanto que as outras 231 mil vagas referem-se ao setor privado, dando bons indícios de que as companhias estão contratando mais, em meio ao avanço em suas vendas.

O aumento na taxa de desemprego – que foi de 9,7% em março para 9,9% em abril, ficando pior do que as expectativas de estabilidade – pode ser explicado pelo retorno daquelas pessoas que não possuíam emprego e haviam desistido de procurar, ou seja, não integravam o quadro do indicador, e que agora, com a melhora do cenário, voltam a procurar por uma vaga. No entanto, este fato pode retardar um recuo na taxa – uma das razões pela quais o Federal Reserve manteve a taxa de juro em sua mínima histórica.