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O Departamento de Energia dos EUA divulgou hoje um aumento de 1,6 milhões de barris em suas reservas de petróleo registradas até o dia primeiro de junho, passando de 322,8 milhões para 324,4 milhões de barris do produto, atingindo seu patamar mais alto desde julho de 1999. O crescimento do estoque norte-americano deveu-se à manutenção dos altos níveis de importação da commodity.
Contudo, continuam as preocupações no país referentes ao nível de produção das refinarias, as quais operam em sua capacidade total e, assim, abrem a possibilidade de fortes altas nos preços da gasolina caso seja necessário diminuir a produção.
Também influenciam a cotação internacional as declarações oficiais do ministro do petróleo da Arábia Saudita à respeito da decisão da OPEP de não aumentar a produção do produto no momento, para contrapor a queda da oferta com a ameaça do Iraque de não exportar petróleo enquanto o embargo ao país persistir. O ministro Ali Naimi informou que a determinação do cartel foi baseada na impossibilidade de se avaliar por quanto tempo durará o corte das exportações iraquianas e também a quantidade que está sendo barrada.
Por conta do acréscimo nos estoques de petróleo dos EUA, os preços do produto registraram quedas nos mercados internacionais. Em Londres, o contrato futuro do barril tipo Brent fechou cotado a US$ 28,82, registrando queda de 1,50%, enquanto em Nova York, o contrato futuro do barril tipo Light Crude era negociado a US$ 27,43, representando uma desvalorização de 2,31%.