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SÃO PAULO – A Usiminas (USIM3, USIM5) espera um novo momento de estabilidade nos preços do aço, tanto no mercado doméstico como no internacional, durante o primeiro semestre deste ano, segundo comentários da diretoria em teleconferência sobre o resultado do quarto trimestre.
Um dos motivos é que sazonalmente a produção do insumo é mais fraca durante os seis primeiros meses do ano. O pico, segundo a empresa, acontece na última metade, apesar de 2011 ter apresentado o movimento inverso. Em janeiro e fevereiro deste ano, o comportamento do volume de vendas está sendo exatamente esse.
Enquanto no primeiro trimestre o nível é realmente menor, “começa a haver uma normalização e os volumes tendem a crescer no trimestre seguinte”, explica Ronald Seckelmann, vice-presidente financeiro. Nem a queda do preço do carvão, que ficou entre 5% e 8% no período, tem impulsionado a comercialização, complementa.
Preços
Por enquanto, a Usiminas considera sua produtividade em linha com a normalidade. Por isso, a expectativa é que o reajuste dos preços do aço realmente só venha nos seis últimos meses do ano. Mas a companhia alerta que essa tendência também dependerá da cotação cambial no Brasil, tanto frente ao dólar quanto ao euro.
Além disso, um avanço na produção e na precificação também pode estar atrelada à capacidade da indústria brasileira de crescer mais do que o observado em 2011. “A Usiminas está muito exposta ao crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] industrial”, avalia Seckelmann. A siderúrgica, portanto, espera se beneficiar dos estímulos anunciados pelo Governo à manufatura no País.