Preços de commodities caem pelo mundo com vetor de valorização do dólar

Discurso do presidente do Fed revela disposição para interromper ciclo de corte no juro; bolsa brasileira penalizada

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SÃO PAULO – O discurso do presidente do BC norte-americano, Ben Bernanke, citando o comportamento do dólar no mercado internacional, provoca uma desvalorização nos preços de commodities em nível global, que leva consigo os papéis de produtoras brasileiras de matérias-primas.

Nesta terça-feira (3), o chairman declarou estar avaliando o efeito do declínio da moeda dos EUA na inflação. Ele completou: o juro básico do país encontra-se bem posicionado para promover crescimento econômico moderado, assim como controle de preços. A interpretação de uma interrupção no ciclo de corte no juro se encarregou do resto.

Diversas commodities metálicas são negociadas em território vermelho nesta sessão. O contrato futuro do ouro para agosto cai 1,3% para US$ 884,90 a onça. Já o petróleo tem queda de 1,4% em Nova York, ficando em US$ 125 o barril. Com seu provável fortalecimento, a divisa norte-americana sobe forte contra o euro e o iene.

O dólar recuou 13% contra o euro durante o ano passado, contribuindo para o avanço nas cotações do petróleo e do ouro. Os ativos normalmente variam em direções opostas, já que o dólar fortalecido rouba atratividade dos investimentos em commodities.

Ibovespa

No Ibovespa, o resultado é de perdas de 1,8%. Commodities assumem caráter de peso na pauta de exportações do Brasil. Veja o caso dos papéis preferenciais de blue chips como Vale e Petrobras, que operam em baixa de 2,2% e 2,8%, respectivamente. Ambos possuem participação significativa no índice, impondo excessiva pressão negativa.