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SÃO PAULO – Os preços de celulose de fibra curta e de fibra longa caíram mais uma vez na passagem semanal – finda nesta terça-feira (15) -, refletindo um avanço nas exportações e uma queda nos estoques dos produtores, apontou a consultoria finlandesa Foex. O UBS, por sua vez, mostra-se preocupado com o atual nível de preços da celulose.
| Tonelada de celuose | Semana até 15/02/2011 | Semana até 08/02/2011 | Variação |
| Fibra longa (Foex NBSK) | US$ 948,53 | US$ 949,08 | -0,058% |
| Fibra curta (Foex BHKP) | US$ 846,91 | US$ 848,35 | -0,1697% |
Europa
Para o mercado de fibra longa da Europa, a Foex destaca a redução dos estoques dos produtores em dezembro e o aumento das exportações para os mercados desenvolvidos, nos quais a produção de papel continua a avançar, incluindo o uso da fibra longa para dissolver a celulose em produção de fibra viscosa na China. Ademais, ao menos um fornecedor anunciou uma elevação no preço a partir de março.
“Os estoques de fibra curta mostraram uma queda maior em dezembro que aquele no de fibra longa”, anunciou a Foex. No entanto, o mercado de celulose de madeira pesada é menos apertado que o de madeira leve, indica. Por fim, a consultoria prevê que o aumento do fornecimento da fibra curta da Indonésia começará a impactar novamente os mercados nos próximos meses.
China
As exportações de celulose para a China em dezembro estiveram em níveis muito elevados, aponta a consultoria finlandesa. Os números vieram elevados mesmo com o período de festividades do ano novo chinês, com a capacidade perto do limite no setor de papel e com a dificuldade de exportar para a Europa e para os EUA, devido à propostas de direitos de compensação em papel revestido nestes mercados.
Cenário pessimista
Já o UBS se mostra pouco otimista com o mercado de celulose. “Nós não acreditamos que os fundamentos apoiem a atual lista de altos preços”, alerta. Segundo o analista Gail Glazerman, o mercado de celulose terá que absorver um volume 3 milhões maior que aquele registrado em 2010, sendo que metade ainda não está no mercado, escreve em relatório.
“Nós vemos um risco para a celulose ao aproximar-se dos meses de inverno e esperamos um aumento dos estoques. Isto deve pressionar os preços durante o primeiro trimestre”, analisa Glazerman.
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Além disso, a forte demanda chinesa no final de 2010 deve afetar negativamente a procura do país oriental neste ano, ao passo que a expressiva recuperação nos preços da celulose foi mais rápida do que os valores intrínsecos, permanecendo como uma preocupação para os compradores na Europa e na Ásia, aponta.
Deste modo, o UBS elevou as projeções de preços para 2011 e para 2012 em 10% e em 5%, respectivamente, mas alertou que os valores deverão representar uma queda de mais de 20% sobre o pico de 2010.